Cajado da Redenção - Capítulo 04

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Cajado da Redenção - Capítulo 04

Mensagem por Gamesmenezes em Seg Abr 21 2014, 20:28

Bem, aqui está (finalmente) mais um cap do minha fic. E a demora se deve a falta de inspiração, mas a inspiração está voltando, aos poucos mas ta. Bem, eu queria colocar umas cenas reveladoras nesse cap, mas como ele ficou bem do tamanho que é meu padrão, resolvi deixar para o próximo.

Cajado da Redenção
Capítulo 04

      Túlio e Jéssica estavam caminhando pela estrada, ele solta um bocejo fechando seus olhos e
quando os abre... A aura negra de seus pesadelos está diante de seus olhos.

      -(Túlio): Não, isso não pode ser real...

      -(Jéssica): Túlio, o que... é isso?

      Ele simplesmente em um ato de desespero vira-se para trás, com seu braço esquerdo puxa
Jéssica e com ela corre...

      -(Jéssica): Túlio, está me machucando...!

      O desespero era tanto que ele havia perdido a noção de força e de profundidade de seu
braço. Eles corriam o quanto podiam, mas a mancha se espalhava muito mais rápido.

      -(Jéssica): Túlio, Túlio, Túlio!

      Ela gritava de dor e medo... Quando ele olhou para trás, ela já havia sido anexada a mancha.
O que o fez parar e consequentemente também ser consumido por aquela escuridão. É ai que ele
acorda.

      -(Jéssica): Túlio, Túlio, Túlio!

      Ela gritava preocupada com as mão nos ombros dele.

       -(Túlio): O que aconteceu?...

      -(Jéssica): Nós estávamos caminhando, quando olhei para você, você estava pálido e
soando frio, ai você caio duro no chão desmaiado.

      -(Túlio): (Pensamento) Agora eu entendo, a magia negra não vai apenas Me destruir...
Vai destruir quem estiver perto de mim também...

      -(Túlio): É, parece que eu não dormi o suficiente ontem, malditos pesadelos...

      Ele se levanta e continuam a caminhar.

      -(Túlio): (Pensamento) Agora que sei que não é seguro para ela continuar perto de mim,
tenho que dar um jeito de afastar ela de mim até achar o cajado.

      Quando chegaram a cidade, o sol estava quase a pico. Logo Túlio falou.

      -(Túlio): Bem, acho que depois do que aconteceu, é melhor ficarmos na cidade por hoje.

      Ele olhava em sua bolsa de moedas, com um olhar preocupante que não passou
desapercebido por Jéssica.

      -(Jéssica): Tem algo te incomodando, não tem?

      -(Túlio): Não é nada, apenas estava pensando se Édmund ainda está aqui.

      -(Túlio): (Pensamento) Droga! O dinheiro está acabando, pelo menos acho que vai dar pro
almoço e para alugar dois quartos. Depois disso, só pegando mais dinheiro em casa...

      -Túlio: Bem, acho que ele deve estar almoçando agora.

      Os dois se dirigiram até a taverna da cidade, e lá sentado à uma das mesas encontraram o
homem, já velho com grande parte de seu curto cabelo grisalho e algumas pontas castanhas, seu
barbeado era um cavanhaque simples. Ele vestia um uniforma templar.

      Túlio e Jéssica se aproximam da mesa que o homem se encontra.

      -(Túlio): Com licença, podemos conversar?

      Olhando para o rapaz, Édmund responde com um sorriso no rosto.

      -(Édmund): Túlio, meu rapaz, a quanto tempo. E a senhorita, está com ele?

      -(Jéssica): Sim, sou Jéssica Nobilis Habitus.

      -(Édmund): É um prazer. Sentem-se por favor.

      Os dois se sentam à mesa.

      -(Túlio): Então, como estão Térbio e Elisa?

      -(Édmund): Seus irmãos estão muito bem, são excelentes alunos, diga-se de passagem. Eles
tiveram sorte de não nascer com o mesmo mal que você. Então, o que te traz aqui?

      -(Túlio): Você... Você devia alguns favores ao meu pai, está na hora de retribuir...

      -(Édmund): Minha divida era com seu pai, não com você.

      -(Túlio): Eu sei, eu prometi algo a meu pai e agora preciso de sua ajuda. Você é o único que
pode me ajudar agora...

      -(Édmund): Certo, a promessa que você fez no dia da morte dele... (Respiração profunda)
Certo rapaz, você me tocou. Diga o que precisa.

      Túlio estende seu mapa sobre a mesa, olha para os lados e fala.

      -(Túlio): Preciso que me mostre onde encontrar dragões.

      O velho imediatamente vira a cabeça para o lado e cospe todo o vinho que estava tomando.

      -(Édmund): (Tossindo) Você é louco? (Parou de tossir) Não, eu não colocarei a vida do
filho de meu melhor amigo em risco, nem de sua amiga.

      -(Túlio): Ela não é obrigada a me seguir, quando quiser ir embora eu a acompanharei até a
cidade mais próxima a darei um mapa. Alem disso meu pai já está morto, não me importo com
os riscos.

      -(Édmund): Você definitivamente é louco... A resposta segue não, pense em seus irmãos.

      -(Túlio): Nós mal nos vemos desde que se juntaram aos templários e aderiram a seus
princípios. Desde que eles se juntaram a vocês só ouve atrito em nossa relação. E você acha que
meu pai gostaria de os ver indo contra aquilo que ele os ensinou?

      -(Émund): Certo, você tem o ponto, mas depois disso, considere minha divida paga.

      -(Túlio): Feito...

      Édmund então pega seu mapa, cheio de rabiscos, marcações e anotações, e começa a
destacar pontos no de Túlio.

      -(Édmund): Aqui, estas são as localizações onde poderá encontrar dragões.

      Já fora do estabelecimento, depois do almoço.

      -(Jéssica): Escuta, Túlio, você não (Interrompida)

      -(Túlio): Sim, eu pretendo. Você já devia ter pensado nisso quando visitamos Valter. Se
quiser ir embora agora, é sua melhor chance. Mas se decidir vir junto, saiba que não me importo
em te proteger.

      -(Jéssica): Eu continuarei junto de você.

      -(Túlio): (Pensamento) Eu não entendo, ela tem tanto medo de ficar sozinha? De voltar para
casa? Ou será que ela vem mentindo sobre seu passado? Bem isso não importa agora...

      -(Túlio): Bem pelo menos o almoço foi mais barato do que esperava, com isso dá para
passarmos a noite na cidade e alugarmos uma carruagem, preciso pegar um pouco de dinheiro
em casa.

      Eles então alugaram dois quartos na pousada da cidade e lá passaram a noite.

      Jéssica estava do lado de fora da cidade de Weathwood longe das saídas principais. Ela
estava assustada e em sua verdadeira natureza, é quando se vira e vê, parado em sua frente, um
corpo coberto por sombras que com uma voz familiar começa a dizer:

      -(???): (Furioso) Não da mais! Desde que nos encontramos você só me causou problemas!

      -(Jéssica): (Assustada) Mas...

      -(???): (Furioso) Aceite o que você é! E volte para casa! Bola de pelos imunda!

      Dando um tapa na cara da pobre raposa e em seguida jogando o amuleto dela nela.

      Jéssica acorda, era um pesadelo, já havia amanhecido. Ela se veste adequadamente e desce
para a recepção da pousada onde encontra seu companheiro de viagem. Ele que ao olhar nos
olhos dela percebe que nem tudo estava bem.

      -(Túlio): Você está bem?

      -(Jéssica): Sim só... Tive um pesadelo a pouco.

      -(Túlio): (Pensamento) Será que esses pesadelos de alguma forma são efeito da minha
magia negra? Sendo assim, pelo sim ou pelo não é melhor dar um jeito de afastar ela de mim
antes que seja tarde...

      -(Túlio): Bem, vamos. Quanto mais cedo sairmos mais cedo chegaremos.

      -(Jéssica): Aonde vamos mesmo?

      -(Túlio): Vamos para minha casa, tenho que pegar algumas coisas lá. Engraçado, passo
tanto tempo viajando que as vezes até esqueço que tenho casa.

      Os dois saíram da cidade, e dirigiram-se a uma carruagem que havia do lado de fora dos
portões.

      -(Túlio): Quanto cobra para levar nós dois para North Leighton?

      -(Carroceiro): É uma longa viagem, vai custar caro, 40 moedas.

      -(Túlio): 40... (Olhando na sacola de moedas) Só tenho 20, mas como eu moro lá estou
disposto a deixar com você minha mochila com todo o que nela tem como garantia de que
voltarei para pagar a viagem.

      -(Carroceiro): Mostre as 20 e partiremos, quando chegarmos você me paga o resto.

      -(Túlio): Trato feito, aqui está.

      -(Carroceiro): Podem subir.

      Os dois sobem, sentam-se e a carruagem começa a andar.

      -(Carroceiro): Então, o que traz um casal tão simpático a essas bandas?

       -(Jéssica): Não somos um casal!

      -(Túlio): Somos apenas amigos!

      -(Carroceiro): Oh! Desculpe, mas se me permitem dizer, vocês ficam muito bem juntos.

      Na cidade chegando os dois descem da carruagem, como prometido, Túlio deixa como
garantia de pagamento sua mochila. Era meio da tarde.

      -(Túlio): Eu volto logo com o seu dinheiro.

      Os dois entram na cidade, a casa de Túlio tinha dois andares e feita em sua maior parte de
madeira, o piso do primeiro andar (onde se encontravam: sala principal, cozinha e um banheiro)
era predominantemente rústico, feito de tijolos de argila maciços. Já o segundo andar (onde se
encontravam: Quarto, quarto de hospedes e um segundo banheiro) tinha seu piso
predominantemente de tábuas de madeira.

      Túlio destranca a porta da frente (única entrada fora a do armazém subterrâneo), ele mostra
a Jéssica a casa. Sem demora ele pega uma sacola de moedas em seu quarto e logo partiu para
com sua mochila retornar e uma divida ter pago.

      Eles passaram o dia como se fossem um casal de amigos dividindo a casa. Aquele dia para
eles, foi um dia feliz. Pois não tiveram de se preocupar com desmaios, tocar no assunto
do cajado e nem mesmo atritos familiares. Pois aquele sim foi um dia de calmaria, de paz.

      Fim de Capitulo.


Última edição por Gamesmenezes em Sex Jan 29 2016, 00:48, editado 4 vez(es)
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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 04

Mensagem por Giovana TK em Seg Abr 21 2014, 21:24

Olha isso! Vejo no horizonte uma amizade começando! Quem sabe... mais que isso? Very Happy

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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 04

Mensagem por Gamesmenezes em Sex Jan 29 2016, 00:49

Capítulo revisado.

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→ Escritor de 3 fan-fics.
→ Pixel-Arter.
→ Teórico.
E de vez em quando tradutor de minikinds.
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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 04

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