Cajado da Redenção - Capítulo 11 - Histórias e Planos.

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Cajado da Redenção - Capítulo 11 - Histórias e Planos.

Mensagem por Gamesmenezes em Qui Dez 25 2014, 23:28

Fala galera! Antes de do capítulo, gostaria de dizer que ja aqui que ele é muito mais retrospectiva e apresentação de Arthur do que um real progresso na estoria.

Pra quem não consegui pegar as duas referencia do capítulo anterior, que eu tinha citado no final do tópico do ultimo capítulo vou deixar a as respostas nesse spoiler:
Referencias.:
Referencia a cena clássica de um game clássico: Acena que é uma referencia é a cena da morte acidental de Jéssica no pesadelo de Túlio. Fazendo referencia a cena da morte e Iris do game Megaman X4[

Referencia a uma musica: O trecho "Túlio naquele momento não queria estar em nem um outro lugar se não a lado dela, e não tinha mais onde ficar. Ela também estava perdida no mundo e por isso também se apegava a ele que não tinha a mais ninguém." é uma referencia a musica "Ainda é Cedo" mais especificamente aos trechos
"Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir"
e
"Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém"

Bem então por fim deixo vocês com o capítulo 11 de Cajado da Redenção.
11 - Histórias e Planos:
-(Arthur): Você tem alguma ideia de quem pode estar seguindo vocês dois?

-(Túlio): Sim, na verdade tenho quase certeza. Um clã de lobos assassinos chamados “Laminas-da-Noite”

-(Arthur): E por que eles estariam atrás de vocês?

-(Túlio): Nós procuramos um artefato e também o querem. Eu não sei por que eles ainda não nos mataram. Mas eles nem precisam, eles tem os familiares da Jéssica como reféns.

-(Arthur): Mas por que você está ajudando ela?

-(Túlio): Por três motivos: primeiro: Eu amo ela, você pode não acreditar, mas a amo. Segundo: Um dos familiares dela é um amigo meu. E terceiro: Não é ela que está atrás do artefato, sou eu.

-(Arthur): Mas para que você quer esse artefato?

-(Túlio): Inicialmente, antes mesmo de conhecer a Jéssica, eu já estava em busca do artefato para curar uma doença que tenho. Mas agora o maior motivo pelo qual o procuro é usa-lo como pagamento para resgatar os familiares dela.

-(Arthur) Mas a final, que “artefato” é esse?

-(Túlio): Um cajado. Pelo que descobrimos até agora ele é capaz de conceder qualquer desejo a qualquer pessoa, mas só um desejo por pessoa. Mas temos mais problemas do que apenas os “Laminas-da-Noite”.

-(Arthur): “Mais problemas”?

-(Túlio): Sim, o primeiro é que o cajado parece ter sido feito ou ao menos guardado por dragões. E eu não quero por a vida dela em risco a levando para perto de um dragão, mas não temos onde ficar, quanto menos com os “Laminas-da-Noite” na nossa cola. Mas espera, você liberta escravos, você os leva para algum lugar seguro?

-(Arthur): Sim, o meu lar, uma vila no território tigre.

-(Túlio): Como? O território tigre, seu lar?

-(Arthur): Eu sabia que seria uma surpresa, pois bem, essa é minha história.

-(Arthur): Eu fui criado entre os tigres, pelo que minha mãe, minha mãe de criação me contou: Aquela que ela supunha ter sido minha mãe biológica estava comigo no colo, fugindo de templários. Ela parecia está quase os despistando quando as duas se esbarraram e caíram no chão. Foi quando a mãe de quem nasci  me entregou a mãe que me criou falando alguma coisa em prantos. Ela não entendia a língua humana, mas supôs que estivesse pedindo que não me deixa-se ser pego pelos guardas e nem que me matasse. Ela disse que se escondeu comigo e terminou vendo o assassinato dela.  Isso aconteceu perto da fronteira, ela morava perto da capital onde dividia a casa com seu irmão, os dois me criaram, foram como mãe e pai pra mim.

-(Túlio): Nossa, e quando descobriram? Como foi?

-( Arthur): Foi pouco tempo depois, pelo que meu tio me disse, quando me acharam queria me matar. Mas ele falou algo salvou minha vida.

-(Túlio): E o que ele falou?

-(Narração de Arthur): “Não, é só uma criança, uma criança que não tem culpa de nada, nem se quer de existir! Não podemos mata-lo simplesmente pelo fato de ele ser humano, ele se quer teve influencia da cultura humana. Ele não é uma ameaça para ninguém.”.

-(Túlio): Um argumento que não tem como discorda. Mas como foi a vida depois disso?

-(Arthur): O meu caso teve que ser levado aos governantes. Eles declararam que eu poderia morar e fazer parte da sociedade tigre, mas sob uma condição. Independentemente de minha fisiologia eu seria tratado como keidran. Assim quando completei 6 anos já tive que ser alistado nas tropas tigres.

-(Túlio): O que, mas isso é absurdo! Como você aguentou?

-(Narração de Arthur): No começo foi realmente duro, muitos fracassos, xingamentos. Depois de um tempo já tinha me adaptado, ainda tinha algumas dificuldades, mas já não me importava. Não foi uma infância nem adolescência agradáveis, mas me renderam o que sou hoje. Um dos mais honrados e o mais velho guerreiro do território tigre, ganho a vida espionando o território humano para meus governantes e liberto escravos quando posso.

-(Túlio): E como aprendeu a falar a língua humana?

-(Arthur): Eu não sei se já pensavam em me usar como espião ou se queriam me expulsar do território. Assim que fui alistado já comecei a ter aulas de língua humana.

-(Túlio): E quando você volta para o território tigre, digo, como não te confundem com um invasor?

Arthur então tira o peito da armadura e se vira de costas para Túlio. Todo seu torso estava pintado em padrão tigre.

-(Arthur): Pintura de guerra é assim que me reconhecem, quando estou em casa, tenho que deixar isso à mostra.

-(Túlio): Então você pode entrar e sair do território tigre quando bem entender? É pra lá que você leva os escravos que resgata?

Enquanto vestia novamente a armadura perguntava:

-(Arthur): Sim, mas por que está me perguntando tudo isso Túlio?

-(Túlio): É por causa da Jéssica, eu não posso e nem quero a colocar em perigo, tanto a mercê dos “Laminas-da-Noite” quanto perto de um dragão. Quando chegarmos perto de Edinmire eu vou me separar de vocês, eu preciso que você a leve para o território tigre e, por favor, não deixe nada de ruim acontecer a ela.

-(Arthur): Túlio, eu esperava mais de você...

-(Túlio): O que?

-(Arthur): Eu não esperava que você jogasse sua responsabilidade para cima da mim. Só por que eu liberto escravos não quer dizer que eu tenha que ajudar qualquer um que ajude outros keidrans.

-(Túlio): Eu não estou jogando nada para cima de você! Eu quero é que me ajude a manter a Jéssica segura! Você por acaso acha que sou arrogante a ponto de pensar que: posso derrotar um dragão e que levar a Jéssica junto vai me atrapalhar? Pois saiba que sei muito bem que tenho poucas chances contra um desses poderosos colossos. Se eu a levar comigo e eu morrer provavelmente a besta também vai matar ela. E se eu a deixar em uma cidade provavelmente que os “Laminas-da-Noite”, não, pior ainda, templários ou comerciantes de escravos a capturem e a escravizem! Então se eu vou morrer, que pelo menos ela esteja segura!

-(Arthur): Ei, fala mais baixo, vai acordar ela assim.

-(Túlio): E agora, entende por que quero que Jéssica vá com você?

-(Arthur): Sim Túlio, desculpe ter dito o que disse.

-(Túlio): Tudo bem, ninguém gosta de alguém que fica jogando a responsabilidade para cima dos outros.

-(Arthur): Mas agora estou curioso.

-(Túlio): Sobre?

-(Arthur): Sua doença.

-(Túlio): Ah, (suspiro). Conhece os fundamentos da magia e o diferencial humano?

-(Arthur): Sim.

-(Túlio): Quando vou absorver mana da grama, meu corpo só absorver energia vital. Assim só posso usar mana negra.

-(Arthur): Já pensou em não usar magia?

-(Túlio): Tem vezes que é preciso usar, tanto para me salvar quanto para salvar outra pessoa ou poupar vidas.

-(Arthur): Túlio, você me surpreende. Sacrificar parte de sua própria vitalidade por outros, eu não sei se seria capaz disso.

-(Túlio): Bem, você não precisaria fazer esse sacrifício para salvar alguém.

-(Arthur): Nunca me foi ensinado o uso de magia. Acho que eles temiam o que eu poderia fazer com tal poder.

-(Túlio): Você só tem a ganhar aprendendo. Digo, se seu povo não tiver nada contra você aprender a usar magia.

-(Arthur): É, realmente. Mas acho que não me ensinariam.

-(Túlio): É uma pena. Se não fosse pela magia eu teria que matar o lobo que estava assaltando Jéssica quando a encontrei.

-(Arthur): Falando nela, você disse que é amigo de um dos familiares dela. Digo, você se entende com raposas?

-(Túlio): Na verdade até pouco tempo atrás eu não sabia que meu amigo era familiar dela.

-(Arthur): Sério?

-(Túlio): É devido à história dela. Mas caso queira saber acho que deveria perguntar a ela, não a mim.

-(Arthur): Eu vou perguntar quando estiver a caminho de casa com ela.

Naquele momento túlio tinha se esquecido dos amuletos encantados que Valter fez para Jéssica e seus dois irmãos.

-(Túlio): Sabe, com tudo que passamos foi muito bom te encontrar. Eu já estava ficando sem esperanças, pensando que não teria como deixar a Jéssica segura até tudo acabar. Antes dela o cajado era meu único objetivo. Mas ela mudou isso, eu quero vê-la feliz e a deixar segura, mas mesmo que consigamos cumprir essa missão... Não sei se poderei fazer isso, nós nos amamos mas, se morarmos aqui no território humano quando sairmos as pessoas vão a estranhar e até faltar com respeito a ela. Nós até poderias fingir que ela é minha escrava e viver um pouco mais sossegados, mas eu não teria coragem de colocar algemas coleira nela e ela certamente também não gostaria da ideia. Mesmo se fizéssemos isso as outras pessoas ainda poderiam estranhar e até a desrespeitar ainda mais.

-(Arthur): já pensou em morar no campo com ela, não passam muitas pessoas, teriam um terreno grande para cuidar. Raramente vão ver alguém, quanto menos que vá causar incomodo e de quebra ainda poderão tirar seu sustento da colheita.

-(Túlio): Eu sempre preferi a cidade, trabalhar na forja, mas por ela eu certamente largaria a cidade e seguiria seu conselho, obrigado Arthur.

-(Arthur): Disponha. Você gosta mesmo da Jéssica, não é?

-(Túlio): Eu já disse, eu a amo.

-(Arthur): Então vai dormir que eu vigio pelo resto da noite.

-(Túlio): Obrigado, estou em divida com você e espero um dia poder retribuir.

Túlio finalmente poderia descansar naquela noite, sob a segurança de Arthur.
Fim de Capítulo.


Última edição por Gamesmenezes em Seg Dez 07 2015, 16:30, editado 2 vez(es)
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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 11 - Histórias e Planos.

Mensagem por Tulyan em Sex Dez 26 2014, 12:22

D: com 6 anos tadinhu... e realmente ele deve ser o mais velho guerreiro tigre neh, já q os outros só vivem entre 18 á 20 anos eu acho kkkk

Eu n sei por qual fic eu clamo mais kkk suas histórias são show GM! I need + now!

Eu já pensei em ficar em algum lugar, sossegar, ter vizinhos, mas ai lembrei q sou um cavaleiro...

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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 11 - Histórias e Planos.

Mensagem por OtakuCraft em Sex Dez 26 2014, 16:28

Spoiler:
Quando eu li o capítulo anterior estava de noite e estava cansado, então decidi que iria decifrar as referências no dia seguinte, mas esqueci. D=

Agora, imagina ele se infiltrar em uma festa no território humano, tentar descobrir o que o General das Tropas do Oeste planeja para acabar com as defesas dos keidran.
-Ah, claro, me disfarço de convidado para me infiltrar, pois caixa de papelão da muito Metal Gear.
Ok, se disfarça, um terno charmoso, mas não é o centro das atenções, quando se dirige ao general envolto em uma multidão de tagarelas, um garçom derrama uma bandeja de drink na sua roupa. Tudo bem, nada demais, o garçom se desculpa e te leva para se trocar pois diz que tem um terno guardado em um dos quartos, então quando vai se trocar o garçom questiona:
-Por que diabos suas costas são listradas?
Se fudeu. XD

kkkkk XD
Bem, ainda aguardo por mais. ^^

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Re: Cajado da Redenção - Capítulo 11 - Histórias e Planos.

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