Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

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Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por Tulyan em Ter Fev 17 2015, 14:22

Preocupado com o que aconteceria Gaios se conteve em ir primeiro, devido a sua alta capacidade mágica o teleporte poderia falhar ou pior...

- Bem então vamos. – Lonix se manteve firme apesar de ver pelo portal várias casas e templários de uma altura considerável. – Só espero que a queda não nos mate primeiro.

     Ele pulou lá dentro como se fosse um lago frio, e caiu do outro lado no terraço de uma casa branca de dois andares com vigas de madeira nas extremidades e bordas mais proeminentes, ele rolou sobre as telhas avermelhadas de barro e sem notar Gaios caiu atrás dele derrubando ambos casa a baixo e por sorte um monte grande de feno amorteceu sua queda, claro que antes de um telhado de madeira, alertados com o barulho os donos vinham rápido pela área, um homem magro com barba muito bem feita  e roupas formais estava junto a sua esposa que usava um vestido azul-claro de seda fina, um par de luvas brancas e um chapéu branco grande e fino com duas tiras longas de couro que desciam até sua nuca. E felizmente eles apenas puderam ver a residência de seus pais ser violada por algo que não viram.

- Ufa! Conseguimos... Neh? – Lonix estava atrás de uma árvore de casca grossa e quebradiça e Gaios andava calmamente limpando o feno de sua capa branca e por baixo do capuz vermelho ele tirou os cabelos longos e brancos.

- É o que espero keidran, causar alarde numa cidade dessas é um risco muito grande. Sugiro que use isso. – ele tirou sua capa de lã nobre e entregou a ele revelando uma armadura branca que o cobria quase que por completo e onde ela faltava seda azul tampava a pele exposta.

- Então, era pra procurar Manay a Algoz não? – ele vestia a túnica que ficou um pouco larga para seu porte. – Acho que parados aqui não vamos conseguir. – ao olhar para o lado Gaios já estava quase chegando à rua de paralelepípedos.

     O dragão estava admirando as grandes casas de dois ou três andares de cores azul-celeste á azul marinho, andando pela rua não muito movimentada ele via humanos com suas famílias felizes e contentes como se não soubessem da guerra que acontecia, Lonix correu até ele tentando disfarçar-se entre tantos inimigos, soldados passavam quase em sincronia olhando para frente sem preocupação, suas armaduras eram leves e por isso movimentos rápidos eles realizavam, havia pouco movimento templário por ali, mas todos eles olhavam diretamente a Lonix com uma voracidade marcante e quando ele olhou de volta os humanos puderam confirmar suas... Expectativas.

- Olha o que encontramos, uma pequena raposinha. – eles puxaram suas espadas encantadas com fogo mágico. – Que tal uma pele nova pra minha coleção?

     Lonix engoliu seco enquanto Gaios interrompeu-os muito educadamente.

- Acho melhor não, ele está sob minha supervisão, assuntos de estrema importância e meus caros, vocês estão me atrapalhando. – ele puxou o keidran pelo braço enquanto os templários podiam apenas assisti-lo ir embora. – Com sua licença.

     Lonix se virou rapidamente e mostrou a língua para eles e começou a rir, eles ficaram furiosos e acenavam em provocação. Quando Gaios se virou eles subitamente tomaram seu caminho, cerrando os punhos fechados arfando de raiva, o keidran estava balançando a cauda impacientemente passando por várias casas e armazéns de armas ou alimentos.

- Aonde quer chegar? – ele perguntou finalmente quebrando o silêncio entre eles. – Estamos andando parece que faz horas e não chegamos a lugar algum!

     O dragão apenas olhou para ele pelo ombro mantendo o rosto sério e com o dedo fez sinal de silêncio, chegaram numa área verde onde uma grande árvore branca cheia de flores rosa postes de pedra se espalhavam igualmente usando magia para iluminar tudo com uma luz clara e suave, um leve cheiro de manteiga derretida e carne pairava no ar onde uma loja feita de madeira de granito mantinha um balcão longo de Ipê coberto por um telhado robusto com vários fios com pequenas pedras presas penduradas por toda a sua extensão dando-lhe um clima agradável e sutil.

- Vamos tomar um chá Lonix. – Gaios disse quase sem emoção na voz. – Minha garganta está seca, essa forma humana é frágil demais. – observar o keidran sem saber o que dizer foi o que Gaios fez por alguns segundos.

- Er... Se você quer tudo bem, só não sei como isso vai resolver nossa missão. – disse Lonix ajeitando a túnica ao seu redor como um cobertor quente.

     Eles passaram pela decoração e sentaram numa das dez cadeiras de pernas longas com um assento oval e um escoro de trinta centímetros também acolchoado com lã alaranjada macia, uma mulher loira de sorriso largo e rosto fino para olhos tão azuis veio limpando os finos dedos das mãos com um pano de algodão, enquanto lutava para manter o rabo-de-cavalo atrás de si, ela usava um uniforme fino e macio que exibia nas costas e no peito direito o emblema da loja parecido com uma flor de rosa azul, que também estava entalhado nos pilares altos no centro de círculos perfeitos.

- Como posso ajuda-los rapazes? – ela se aproximou deixando os cotovelos sobre o balcão e cruzando os braços.

- Eu quero um chá de Lótus Escarlate. – a moça o olhou sorrindo e voltou-se para o outro cliente que se ocultava no manto branco e vermelho.

- E você, não adianta se esconder keidran, eu não me importo em servir vocês ao contrário do meu falecido marido. – ela começava a perder-se em seus pensamentos.

- Eu... Eu não quero nada, obrigado. – os dois se entreolharam enquanto a mulher mordia os lábios inferiores e dava os ombros.

     Os outros funcionários estavam atendendo outros poucos e nem sequer notaram o keidran como se ele fosse igual a todos e isso fez Lonix se sentir bem.

     A mulher entrou por uma porta dupla e voltou segundos depois com uma pequena caixa em mãos e nela algumas flores estavam, ela a colocou num compartimento fora da vista, e passou a mãos sobre o balcão a frente dos dois criando uma runa que fez  a madeira desaparecer deixando apenas uma estranha pedra negra no lugar onde colocou um bule verde-celeste, acrescentando um pouco de água e duas pétalas da rara flor de Lótus Escarlate, fazendo com que a água ganhasse aos pouco cor que se assemelhava ao sangue.

- Então, o que um keidran e um dragão fazem por aqui? – disse a moça suavemente causando espanto e ansiedade em Gaios por ter sido descoberto tão facilmente, mas sua única expressão foi o levantar de uma sobrancelha. – Todos têm algo a esconder não é, mas... – ela despejou o líquido vermelho num copo de porcelana branco e a deixou sobre um pequeno e redondo prato cor de creme com desenhos dourados. – São os segredos que deixam cada um interessante.

- Eu poderia dizer o mesmo. – disse Gaios bebericando seu chá fazendo uma cara de satisfação e êxtase. – Eu sou Gaios e o keidran se chama Lonix, viemos à procura de Manay a Algoz e soube que você é a pessoa certa para isso.

     Lonix ficou calado incerto só que dizer perante a situação, a moça passou o indicador sobre a pedra aquecida que tomou novamente a forma de uma simples tábua de madeira, pegando o jarro pela alça ela o guardou num compartimento debaixo do balcão e voltou com um papel e pena que rabiscava algo com delicadeza.

- Doze... – ela recitaria a quantia da conta, mas Gaios se adiantou lançando ao ar uma moeda de ouro.

- Fique com o troco. - ele disse e como um raio a mulher pegou seu pulso e a moeda ao mesmo tempo sem olhar para ela, e puxando Gaios ela o deixou quase que com o tronco inteiro sobre o balcão para que ficasse cara-a-cara.

- Se você quiser vê-lo espere até fecharmos em pouco tempo. – ela o soltou abruptamente e levou o copo com o pratinho nas mãos como se nada tivesse ocorrido.

     Gaios estava ofegando pelo susto e calmamente começava a recuperar o fôlego.

- Ela da medo, afinal quem é ela? – o dragão se manteve em silêncio enquanto colocava os braços ao redor de si.

- Você sabe que existem as guildas não é? Alquimistas, bardos, guerreiros, assassinos... – Lonix acenou que sim com a cabeça. – Dentre todas as Guildas existem um grupo seleto de membros que fazem parte de uma elite que visa manter a ordem entre si, nessa elite ou Irmandade como chamam cada um dos vinte e três membros ficam rondando as guildas para manter a estabilidade...

     A moça surgiu como um fantasma do lado deles causando um espanto, ela agora vestia uma blusa longa vermelha de cetim com botas altas de couro que chegavam aos joelhos, luvas vermelhas que expunham uma marca de três anéis dourados que se encontravam de forma perfeita, seu cabelo estava solto por uma blusa maior também de couro negro que esvoaçava ao se partir em duas partes quase quando estavam dos joelhos e chegavam ao chão.

- Venham agora! – sua personalidade amigável e gentil sumiu por completo. – Vocês tem sorte, meus espiões viram vocês há muito tempo, desde quando caíram da casa dos Whithemoon e tinham planos de mata-los depois que esse keidran agiu como um imbecil com eles. – de imediato Lonix se lembrou dos templários aos quais se divertiu há pouco.

     Ela ia em direção á Arvore de Cerejeira frondosa e rodeada por um gramado fino e macio que era cercado por um baixo muro de tijolos que a deixava acima das ruas.

- Onde está Manay? Precisamos falar com ele, não com você. – ela parou com uma cara de desafio.

- É ai que você erra lagartixa de asas, eu tenho vários nomes, mas me chame de Valéria. – ela se sentou num banco da praça que era iluminada por um poste de luz, as estrelas já brilhavam no céu e a lua iluminava suave e sutil. Com o bater de mãos no banco ela convidava-os para sentarem ao seu lado. – Fale agora, meu tempo é mais valioso do que imaginam. – ela cruzou as pernas e arrumou o cabelo longo.

- Nos disseram que você pode nos levar a alguém que sabe localizar a... Morte. – a mulher segurou para não rir.

- Quem te falou isso? É simplesmente loucura. – Valéria recruzou as pernas.

- Foi o Cavaleiro Guerra, estamos realizando essa tarefa para ele. – Lonix indagou e ver a mulher sorrir de canto trouxe lhe dúvidas. – Não acredita em mim?

- Antes fosse, hum... Como vai a Fúria? Soube que ela foi vista aos redores de Ditteridge há algumas horas. – Gaios a olhou surpreso.

- Então você conhece os Cavaleiros? – ela deu os ombros. – Pode nos ajudar?

- Bem, notei que você sabe um pouco sobre a minha organização, então fica mais fácil para mim, um de meus amigos foi capturado á alguns dias, claro que simplesmente o deixaríamos a sorte caso essa fosse a ordem na mestra, mas ela me pediu para recupera-lo, agora a parte que interessa-vos, se querem achar a Morte, ele é o cara.

- Então ele está numa prisão? Onde? – Gaios perguntava. – E como ele acharia Morte?

- Ele era responsável pela supervisão da Guilda Assassina Humana do Sul, e um excelente mago necromante, e cara se botassem ele numa prisão era uma questão de minutos para ele sair de lá, não, eles devem tê-lo selado muito bem para que o Olho não o encontrasse, talvez... Venham! – ela se levantou e foi em direção á árvore subindo o murinho e passando pelo gramado.

- Aonde vai? – Lonix gritou a Valéria que estava cortando a grama com uma faca. – O que está fazendo humana?

     Ela fez sinal para que ele se calasse e apontou á um grupo de homens que vinham gritando bêbados, ela terminou o que queria e batia as mãos umas nas outras, e sorria contente.

- Mestra, pode me ouvir? – o desenho pequeno no chão criou uma névoa azulada que formou uma mulher de armadura leve, mas que dava uma excelente proteção, tal armadura que tinha runas fantasmagóricas entalhadas e como elmo ela usava um crânio parecido com um de dragão que cabia perfeitamente nela.

- Sim, Valéria, o que quer? – ela olhava ao seu redor com tédio nos olhos.

- Eu encontrei o Tedd, ele está na Catedral da Luz, e estes são alguns amigos que nos ajudarão, vou começar o ataque tudo bem? – a mulher armadurada acenou que sim sorrindo e desapareceu como um fogo apagado.

- Espera vamos atacar sem ajuda? – Gaios disse preocupado. – É suicídio, é impossível.

- Nada é impossível meu amigo, e não se esqueça de que fala com Manay a Algoz. – ela ficou de pé tirando a terra das botas.

     Dez minutos depois os três estavam de frente á uma imensa catedral de mármore com quatro tetos abobadados que cercavam um maior ainda, havia estátuas de homens por todo canto e suas janelas longas e vastas iluminavam tudo muito bem seu interior e trochas não havia, apenas globos de luz que visavam não estragas a belíssima pintura que remontava uma grande história que se podia acompanhar à medida que se andava por ela, entrar não foi problema, pois estavam em dia de culto e assim a Catedral estava aberta ao público, por sorte a segurança da entrada não viu Lonix por causa de um tumulto que aconteceu causado por alguns humanos bêbados, lá dentro a enorme construção abrigava centenas de pessoas em culto, Gaios ficou maravilhado com uma cristal de mana gigantesco que ficava pendurado na cúpula maior e assim iluminava quase tudo com sua luz branca.

- Ele deve estar no subsolo, aquele cristal é o que o mantêm aqui, venham. – Valéria começou a correr por entre as pessoas quase sem toca-las e parou atrás de uma das dezenas de pilastras brancas que iam do primeiro ao segundo andar.

    Seus parceiros chegaram rápido mesmo que tivessem atraído um pouco de atenção, ela estava tocando o chão e um símbolo semelhante é um sol cortado ao meio se formou e trouxe a ela uma alça ao qual pode puxar um grande bloco de concreto como se fosse de penas, ela fez sinal com a mão para que entrassem e com cuidado eles o fizeram, antes de passar ela deixou a pedra acima dela garantindo assim que ninguém os seguisse. No subsolo eles desceram por um jogo de escadas longo até uma parede levadiça que se tinha acesso apenas pelo lado deles.

- Eu vou à frente, se virem alguém, não importa que aparente seja, mate! – ela tirou da cintura duas grandes manoplas negras de titânio negro e as vestiu com cuidado enquanto andavam pelos corredores de pedra bem iluminados por tochas em suas bases de ferro.

     Gaios e Lonix a seguiam tentando, como ela, não fazer ruído algum, abruptamente ela parou-os com o braço enquanto chegavam numa encruzilhada, sua mão direita criou uma esfera de luz azul, ela rolou e disparou o projétil que causou uma explosão azul estrondeante, insatisfeita ela correu até eles saindo da visão seus amigos, quando a viram ela terminava de nocautear um templário jovem, tudo ao seu redor queimavam em chamas azuis que pareciam não afeta-la, ela voltou para eles balançando as mãos para tirar o sangue delas.

- Me lembra de nunca chatear ela Gaios. – falou Lonix invocando suas esferas para combate, movimentos apressados estavam soando pelos corredores. – Onde está esse cara Valéria?

     Perguntou o keidran enquanto chegavam num salão oval onde vários soldados estavam descaçando ou afiando suas armas, ao notarem os invasores eles começaram a se armar e alertar os outros.

- Está perto raposinha, tenha calma. – ela passou as mãos ao redor do pescoço e cerrou os punhos, seus olhos pareciam tramar algo muito elaborado enquanto os soldados correram para ataca-los.

     Gaios começou a emanar uma eletricidade nas mãos, ele correu ao redor dos inimigos alvejando os com pequenos raios azuis e com um solto caiu sobre um templário desavisado, erguendo as mãos para cima ele gritou lançando uma tempestade relampejante ensurdecedora que se alastrava nas armaduras de ferro e aço, a eletricidade fazia os humanos literalmente fritarem e caírem mortos ou inconscientes no chão.

- Bom trabalho dragãozinho. – ela surgiu nas suas costas dando-lhe leves tapinhas. – Eu sinto a presença dele, está aqui debaixo. – Valéria apontou para o chão, e depois para que se afastassem.

     Com os punhos ao seu lado ela começou a carrega-los com sua energia azulada que ganhava mais brilho e poder a cada segundo, esmurrando o chão ao mesmo tempo suas manoplas criaram rachaduras que tinham a mesma energia e desabaram numa salão inferior levando seus amigos e a horda de soldados juntos. Ela tocou o chão primeiro e como se levasse um susto gritou alto.

- Gaios não desça aqui! – ao ouvir isso o dragão voltou a sua forma original com uma fumaça azulada a qual formou seu corpo enorme e assim pode voar de volta ao salão superior com suas asas fortes.

- Por que não? – ele perguntou do alto. – Algum problema?

- Existe várias runas que devoram magia, você ia morrer. – Valéria pode ouvir um baixo obrigado enquanto Lonix caia estabanado do seu lado. – Tudo bem keidran? – ela se abaixou para ajudá-lo a se levantar.

- Estou sim, um pouco dolorido, mas tudo bem. – ao se estabilizar pode vislumbrar o grande salão que exibia dez grandes cristais de magia que em sincronia lançavam suas energias num único cristal de cor carmesim com um formato de disco segmentado como um lustre com dez proeminências para capturar melhor a energia e ao mesmo tempo iluminar tudo muito bem.

- Eu vou ficar aqui dando cobertura caso mais deles cheguem. – gritou Gaios do alto, Valéria acenou um ‘’ok’’ com os dedos.

     Do alto podia-se ver os degraus gigantescos e circulares que desciam em camadas até o centro como se preparada para uma plateia e a medida que centralizava-se deixavam a depressão para começar a se elevar com alguns poucos degraus, no último e mais pequeno degrau uma fenda estava a esperar sua chave.

- A mestra tinha razão, selado sob nove runas, é incrível, mas... Eu consigo é claro. –ela pegou um pequeno objeto de cera oculto nas costas e com um giro conseguiu abrir o pequeno círculo revelando um esquema de símbolos dourados e complexos. O cristal vermelho que pairava acima deles transmitiu sua energia a ele.

     Uma energia dourada pulsou dele e a medida que subia as escadas mostravam vários desenhos espalhados sobre eles, a mulher se apressou em entender.

- Lonix! Conhece o sistema runário de contenção? – ela o olhou curiosa.

- Mas é claro. – ele respondeu de imediato.

- Ótimo, esse aqui é um pouco mais avançado, mas algo me diz que você consegue  . – Valéria apertou seu ombro sorrindo. – Eu vou abrir os selos externos.

     Olhando para o chão o keidran poderia ver símbolos familiares que junto aos de cima formavam frases se lidos do superior ao inferior seguindo uma reta imaginária. – Nove, fim, infinito... O que isso quer dizer? – se perguntava Lonix e ao vasculhar suas mais profundas memórias lembrou-se de uma citação de um livro antigo que leu num colégio templário anos antes chamado ‘’ O inicio do Fim’’. E talvez por pura sorte todas as palavras estavam ali, embaralhadas como cartas jogadas ao vento, mas era uma chance a qual não podia se dar ao luxo de ignorar e assim ele o fez, apesar das centenas de combinações possíveis a citação em sua mente se encaixou com perfeição. Para seu espanto um corpo caiu a sua frente espalhado sangue a todo canto.

- Opa! – Gaios gritou do salão acima, pelos sons de metal e gritos pavorosos uma batalha estava travada.

     O keidran procurou a mulher que a essa altura estava a destravar os últimos selos externos.

- Eu acho que consegui Valéria, usei uma antiga citação templária que se encaixou muito bem. – ela o olhou confusa enquanto o selo aos seus pés desaparecia com água num deserto.

- Você sabe o que é aquilo ali? – ela apontou para o cristal vermelho que flutuava no alto e por um acento Valéria suspirou e sorriu. – É um selo mestre, se sua frase for errada, por uma letra que seja ele desce e tranca tudo para sempre, nem mesmo o Grande Templário conseguiria arranha-lo.

     A raposa engoliu seco sentindo o peso da responsabilidade que carregava. – Se quiser mudar...

- A Mestra sempre diz, a primeira escolha é sempre a melhor. – a mulher mexia no cabelo enquanto olhava tudo com um sorriso de surpresa no rosto. – Devemos dizer em voz alta para funcionar.

- "O Sol sangrava atrás de quatro grandes cavaleiros, nove horas o Fim vai durar, mas não chorem mortais, as horas gritarão ao Infinito com suas almas a prova, não tema mortais, a escuridão será gêmea a luz, não sangrem mortais, o mundo será forte como nunca, jamais morram mortais, pois a Morte esta do teu lado" – a runa vermelha parou de lançar sua energia no altar e este se abriu como um olho e dele elevou-se uma estátua de aço que estranhamente tinha uma espada de ouro atravessada em seu coração. - Muito bom!

     Lonix estava feliz por ter conseguido e um sorriso estava estampado em seu rosto e sem querer seis de suas esferas apareceram o seu redor. A moça correu até a estátua e arrancou a espada num único movimento, quase que instantaneamente o aço desapareceu e um homem louro e magro com uma pequena calça de linho caiu em seus braços, ela sorriu e até deixou cair lágrimas em seu rosto, com a manga de couro ela limpou o rosto.

- Leve-o para cima, use suas esferas como escadas, eu vou fazer uma coisinha aqui. – Lonix estava incerto de como fazer isso, mas por mais incrível que pareça deu certo.

     A mulher começou a bagunçar as letras e fazendo o cristal vermelho cair e dar sua cor aos outros dez cristais antes azuis, ela olhava a espada de ouro em suas mãos e o keidran levando o humano nas costas á quase dez metros de altura. Com a espada nas costas ela bateu o punho no outro a fazendo ser teleportada ao lado de Gaios que estava sentado numa pilha de corpos ensanguentados, Valéria puxou a espada e apontou ao buraco no chão o fazendo se reconstruir num literal passe de mágica.

- E agora, como vamos embora? – falou Gaios. – Eles explodiram todas as saídas.

- Errado, podemos fazer a nossa saída. – ela apontou para cima. – Estamos debaixo da Catedral, eu diria três ou quatro metros de rocha apenas. – um sorriso curvo surgiu em seu rosto como a Lua.

     Um barulho pedregoso interrompeu o longo culto na Catedral e depois do quarto ou quinto estrondo as pessoas começaram a se alarmar mesmo com as confortáveis palavras do regente. Numa explosão poeirenta um grande dragão azul-marinho brilhava suas escamas límpidas em tons azuis celestes emergiu da terra, usando suas gigantescas asas para erguer ele e seus três acompanhantes no ar, por sorte a Catedral da Luz era colossal e assim ele pode manobrar por ela, com uma curva fechada seu voo começou a passar por cima dos populares assustados, as grandes e longas portas de madeira estavam escancaradas então seu caminho ela claro.

- Pelas janelas Dragão! – Valéria falou para ele, Lonix e Gaios gritaram ao mesmo tempo.

- Você ficou doida? – ela riu.

- Vai ser mais legal! – Dragão mudou de curso e ela abriu os braços no ar. – Weeeeeeeeeee!!!

     Numa explosão de vidros coloridos eles destruíram três grandes janelas centenárias, e mesmo de longe as risadas da mulher eram ouvidas.

- Bem... Conseguimos. – disse Valéria descendo do Dragão que pousara muito a frente dos muros da cidade. – Eu agradeço a vocês, muito obrigado.

     Ela pôs a mão na testa do homem que a essa altura estava deitado na grama ribeirinha, pronunciando algo baixo demais para que ouvissem, ela o fez desaparecer no ar como se por alguns segundos fosse formado por centenas de vaga-lumes. – Está seguro agora irmão.

- Opa! Ele era parte do acordo! Por que fez isso. – Lonix disse indignado.

- Eu o mandei para a irmandade, só se pode chegar até lá por meio de ascensão, e se querem alguém que sabe invocar a Morte sou eu então, eu sou responsável pelos supervisores das Guildas arcanas dentre todas as raças.

- Espera, então que você é exatamente? Explique-se! – Gaios voltava a forma humana numa explosão de fumaça azul que veio a formar seu corpo e armadura.

- A Irmandade tem dezoito supervisores espalhados por todas as guildas significantes do mundo, acima deles temos quarto inquisidores, um de cada raça, e dos humanos sou eu. – ela cruzou os dedos por baixo do queixo e sorriu. – Ah e acima de nós existe a Mestra, nossa líder suprema.

- E coimo você pode achar o Cavaleiro Morte? Assoviando? – Valéria riu ignorando o comentário rude.

- Como não interessa e antes que abram a boca eu preciso dos outros Cavaleiros par isso já que vocês não são Imortais.

     Os dois se olharam até que o keidran deu os ombros e junto a Gaios a segurou por ambos os braços e criando uma breve aura clara e desapareceram sem rastro.


Última edição por Tulyan em Qua Fev 18 2015, 09:56, editado 1 vez(es)

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por TFFalcon3 em Ter Fev 17 2015, 15:32

lecau! to doido pro proximo cap!

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por OtakuCraft em Ter Fev 17 2015, 17:09

Mas que filha da- Enfim, se ela é a inquisidora dos humanos, quem são os dos outros? 0-0
Será que se encontrarão algum dia? :v
E quando ela vai ter a personalidade de balconista que tava melhor? ¬¬

Enfim, na próxima sexta-feira 13, no Cubo Repórter. XD

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por Gamesmenezes em Ter Fev 17 2015, 18:10

Nossa ficou foda mesmo. Foi só dizer que ia ser mais legal quebrar as janelas que mudei o curso kkkkkkkk.

PS: No próximo capítulo de Cajado da Redenção terá um pequena surpresa. (Não isso não é spam nem total off-topic. Vocês verão quando chegar a hora.)

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por OtakuCraft em Qua Fev 18 2015, 07:50

Seria então uma referência ao FA? '-'
Então como sempre, aguardo. vuv

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por Tulyan em Qua Fev 18 2015, 09:35

O q é FA? Eu meio q boiando...

Quanto ao Otaku, os outros Inquisidores... bem vcs já viram 2 deles hihihihihiihhihihihi, e talvez eu volte com o humor fofinho de Valéria... Ou n...

Quanto ao GM ( quase q eu coloco Gaios... ) brigadão kara, é muito bom q tenham gostado o quanto q eu gostei de escrever, e referências??? #curioso...

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por OtakuCraft em Qua Fev 18 2015, 10:14

Sei lá, Fúria Ancestral? '-'

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Re: Fúria Ancestral - Capitulo - 11 - Parte 4 - A Algoz.

Mensagem por Atryan em Qui Fev 19 2015, 15:25

OH My GOD!! Tuly, eu li todos os ''cap11'' e kara... ta muito foda, eu adorei a caracterização e detalhismo, principalmente desse cap, é isso q faz uma fic ser show... 

E kara quando eu apareci no cap11, parte 3 eu fiquei tipo.... Ahhhhhhhhhhhhhh eu sou d+++++++

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