[Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

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[Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

Mensagem por Gamesmenezes em Sex Fev 20 2015, 05:25

Fala galera do Forum, como podem ver pelo titulo do tópico essa estória é original minha e não tem nada a ver com TK. "Mas do que se trata" Se trata daquela estória que venho falando a tempo, a qual  trabalho nela desde 2008, que quero tornar esta o meu próprio mangá. Agora a pouco estava vasculhando meus HD's e me daparei com os arquivos de roteiros da estória escritos a uns 2 anos atras. Então resolvi postar aqui o primeiro capítulo. Só lembrando que esse é um texto de 2013 (pelo que diz aqui no pc, mas suponho que seja um backup do arquivo de 2012 ou 2011) e minha escrita era diferente do que é hoje.

PS: Antes de postar, vi que fica muito ruim de ler sem linhas separando os paragrafos, então isso será algo que estará alterado nesse texto.

Spoiler:
1.
O que é a vida? A busca de um objetivo? Amor? Ou apenas sofrimento? Um jovem rapaz na idade media buscava essas respostas. Ninguém entendia ele, não entendiam sua busca pela razão de cada coisa e o porque do por que. Nem mesmo sua família; nem seus amigos.

No vilarejo onde morava só via ignorantes, (no sentido que se contentavam com poucas respostas) porem trabalhadores e justos. Sempre que andava nas ruas de pedra e terra barrenta, pensava o quão sem sentido era sua vida. Seus poucos amigos pensavam da mesma forma, exceção de um que havia enlouquecido.

Por causa de uma briga com seus pais, (que questionavam sua maneira de pensar) ele abandonou sua vila. Seu nome era Nie. E naquele momento tudo que ele sentia era fúria, fúria que o fazia queimar por dentro.
Sua viagem durou uma semana, passando por  colinas e planícies; bosques e alguns vilarejos; até chegar a uma floresta. Os grandes pinheiros de local tapavam boa parte de luz do sol, era um lugar úmido, não havia grama, mas sim alguns cogumelos sem muita coloração se não palha que caia dos pinheiros. Tudo coberto por uma baixa nevoa de uns 5 cm de altura.

Um tronco derrubado e repleto de mofo chamou a atenção de Nie; não por causa de estar cheio de mofo, mas sim por em cima dele estar uma aura; aura brilhante e alaranjada, mesmo disforme se mostrava bela. Nie  se aproximava, a cada passo seu cabelo cinzento balançava, seus olhos castanhos estavam vibrados com aquilo. Quanto mais próximo ele chegava, mais quente o ar ficava. Nie não esitou em tocar a aura, e quando a tocou desmaiou.

2 anos depois ele desperta. Não havia mias nevoa na floresta, estava frio, neve caia dos galhos dos pinheiros para a palha no chão. Nie olha para si e vê que mudou muito, ele havia envelhecido 14 anos.

Ele começou a caminhar, esfregando suas mãos nos braços para se aquecer. Ele caminhou até achar uma casa. Casa de madeira bruta, suas paredes formadas por troncos empilhados horizontalmente sustentados por pilares; seu telhado triangular tinha a madeira disposta da mesma forma; a porta e as janelas também eram de madeira e pareciam ter sido entalhadas por um artista.
Nie se escorou na parede, ao lado da porta, batendo nela e gritando:

- Ei! Alguém ai? Alguém, por favor, me ajude!

Alguém abria a porta, era uma garota. Ele a olhou atentamente. Sua pele lisa, seu rosto de anjo, seus olhos verdes e cabelo castanho. Ao mesmo tempo em que dizia:

- Por favor, me ajude, estou perdido e com frio.

A garota olhava apavorada para os olhos dele. E lhe respondeu.

- Então entre...

Ela se afastou da porta para que ele entra-se. Se escorando nas paredes Nie andava até se sentar em uma cadeira.

- Muito obrigado...

- O que aconteceu?

- Eu não sei, uma hora estava caminhando pela floresta e em outra acordei diferente no mesmo lugar porem congelado...

- Como te chama?

- Meu nome é Nie, Nie Reinder, e tu?

- Eu sou Yoko.

- Yoko? Não sabia que os japoneses andavam por essas terras...

Nie começou a tossir. Yoko imediatamente foi lhe buscar um copo d’água. Após tomar um gole ele agradeceu. E ela explicou o porque do nome japonês:

- Minha avó veio para estas terras em um navio cargueiro. Des de então nossa família se estabeleceu aqui.

- Entendo...

Nie levantou-se dizendo:

- Já lhe causei muito incomodo. Tenho que ir.

Nie saio pensando o quanto os coisas deviam ter mudado naqueles 2 anos. Ele voltava para a vila pela floresta onde havia desmaiado. Passando por campos cobertos de neve suavemente iluminados pela luz do sol do fim da tarde. Sem pressa caminhava observando o céu e pensando coisas como:

- Meus pais devem ter sentido minha falta, mas eles vão me reconhecer?

- Ainda não sei o que queria, mas devo me desculpar com minha família. – Falava Nie para si mesmo. -

Ao pisar novamente naquela terra barrenta do vilarejo, parecia tudo normal, exceto pelo silencio. Olhando para baixo enxergou seu reflexo numa possa d’água e percebeu que havia uma chama em seu olho direto.

- Por Deus, isso é... – Dizia ele assustado. –

- O poder da fúria... – Dizia uma voz em sua cabeça. –

Ele olhou em volta e não viu ninguém. Ignorando a tal voz continuou andando. Por mais que andasse na vila não via nem ouvia ninguém.
Será que estão todos...? – Pensou. –

Nie correu até o cemitério atrás das igreja. La ele vio muito mais lapides do que havia a 2 anos atrás.

- Pais, mãe, Olavo... – Ele lia as lapides uma a uma. – Minha família, meus amigos, a cidade inteira.

Naquele momento se lembrou de uma conversa que teve com o amigo que havia enlouquecido:

- Para saber o porque é preciso pensar, estar sozinho.

- E como pretende isso se sempre estão nos atrapalhando? Nie

- Eu não sei, as vezes eu queria me livrar de todos eles.

“as vezes eu queria me livrar de todos eles” suas próprias palavras nunca antes vagaram de forma tão incomoda e perturbadora em sua cabeça. Ele leu novamente cada lapide.


- Falta ele...

Nie foi até a forja, pegou uma espada e um escudo e em seguida entrou na igreja (lugar onde ele conversava com Martin, o amigo que havia enlouquecido).

- Eu sabia que voltaria Nie... – Falou Martin, sentado no altar da igreja. –

- Como me reconheceu?

- Esse olhar serio, é inconfundível... – levantando-se. – O que você me pediu...

- Eu te pedi?

- Sim, você não lembra? “eu queria me livrar de todos eles”. Eu mesmo entalhei as lapides.

- Eu nunca lhe pedi isso. Por mais que quisesse me livrar.

- Então me perdoe. Mas admito que foi prazeroso fazer isso...

- Nem os santos ! – Gritou Nie louco de raiva. –

- O que?

- Nem os santos, nem os santos são capazes de perdoar seus atos!

- Então te prepara para juntar-se a eles – Empunhando espada e escudo. –

- E tu para queimar no inferno! - Pondo-se em postura de batalha. –

Fim de Capitulo.

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Re: [Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

Mensagem por OtakuCraft em Sex Fev 20 2015, 08:15



Uhn? Que, já acabou o capítulo? Poxa, agora que a pipoca ficou pronta... ;-;
Enfim guarde para viagem a pipoca para quando houver o Cap 2! ^^

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Re: [Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

Mensagem por TFFalcon3 em Sex Fev 20 2015, 13:44

lecau! muito lecau! to esperando o próximo cap muito ansioso =D

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Re: [Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

Mensagem por Gamesmenezes em Sex Fev 20 2015, 22:50

Bem, ja que embora o feedback tenha sido pequeno foi positivo, vou postar o segundo capítulo e o terceiro depois do feedback.

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Re: [Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

Mensagem por Tulyan em Sab Fev 21 2015, 10:40

Owowowowo, gostei ( principalmente por q vai ter briga ) mas tenho uma leve sensação de que já vi isso antes... Hum... 


So me perdi um pouco perdido nas falas um instante, mas nada grave, e adorei a caracterização da casa da Yoko, mas senti uma falta dela no cemitério, na forja e na igreja ^^.
Mas de qualquer modo gostei bastante ( é difícil eu gostar bastante ), parabéns!

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Re: [Não-TK] [Original] O Conto - de Bernardo Menezes - Capítulo 01

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