Rainha das Lâminas - Capítulo - 6 - A Honra Negra.

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Rainha das Lâminas - Capítulo - 6 - A Honra Negra.

Mensagem por Tulyan em Sab Ago 29 2015, 20:16

5%

Já estava tudo discutido após um debate entre mim e os generais, a armadura era de minha posse e reavê-la seria de imediata importância. Adelaide estava apenas observando, mas sua voz proferiu a ordem.

- Tragam a armadura dela já, chega de enrolação por aqui. – ela disse calma fazendo os três generais se curvarem e irem pela porta em silêncio, mas visivelmente indignados.

     Ela me olhava como se me analisasse, e o basitin que trabalhava em meus cortes parecia tremer de medo em falhar. Aquele silêncio no ambiente só me relaxou e me acalmou bem, ele me fez o favor de enfaixar meus peitos juntos para minha privacidade, quando tudo estava terminado o médico se levantou com os dedos cheios de sangue e uma satisfação evidente, mas a rainha o mandou se retirar friamente e não me aguentei.

- Obrigado! – disse sorrindo para ele que sorriu de volta, se curvou e foi pelos corredores.

- Evandra, perdoe minha curiosidade, mas de onde você... – ela foi interrompida por dez soldados que vinham trazendo um baú negro sem tampa com toda força sob ordens dos generais afoitos.

     Eles o depositaram no centro da sala, retiraram os apoios que usaram para segura-lo e saíram depressa, olhei pela primeira vez aquela armadura, toquei-a por suas fendas e desenhos cinza e no mesmo instante uma cor avermelhada como lava a percorreu por completo e senti algo nela, parecia me chamar, pedir e inconscientemente aceitei o desconhecido. Nesse momento a armadura liberou seus encaixes e para surpresa minha e de todos ali, dentro do peitoral sólido duas lâminas descansavam.

      Tinha um metro e meio aproximadamente com fio duplo, eram largas perto da guarda e a medida de se afinavam ficavam mais curvas como garras de falcão, seus punhal tinha guarda estendida para proteger os dedos e aquele metal era dentilhado e afiado como dentes de tubarão que iam até a base onde havia um buraco em cada uma para que se colocasse algo, com meu fascínio quase que me perco em pensamentos de como usá-la, e numa pequena espiada vi os olhares gananciosos ao meu redor.

     Meio que a fim de lembrá-los de quem era a posse eu espalmei a armadura causando um ruído alto, eles me olharam nervosos, então dei os ombros. – Tudo bem então se querem ver... – falei ameaçando tirar as faixas e no instante eles viraram o rosto com resmungos, deram as costas rapidamente, e lá estava eu, só tentando descobrir como colocar aquilo...

     Deixei as lâminas sobre a mesinha e peguei o peitoral que não pesava tanto quanto o esforço dos soldados por trazerem-no aqui, era muito leve, quase como se fosse feito de penas, a armadura pareceu se expandir mostrando cores mais avermelhadas para mim enquanto a erguia sobre, desci-a pela minha cabeça e passei os braços pelas mangas amaduradas que com extrema perfeição iam até o fim do antebraço em segmentos, puxei meus cabelos pela gola negra e a armadura começou a se contrair e enegrecer-se, as ombreiras eram pontudas e curvadas para cima, meu pescoço ganhou por inteiro um revestimento e rodeando-o pela clavícula um suporte mais proeminente evitava uma decapitação e talvez fosse um encaixe para o elmo, as manoplas de garras afiadas e negras como a noite estavam umas sobre as outras, coloquei minhas mãos com velocidade sentindo o metal se ajustam a mim como fez a armadura, ganhando cotoveleiras alongadas e de dupla laminação. Peguei as duas lâminas as segurando instintivamente para trás como as foices de um louva-a-deus, pensava em onde as deixaria, cruzei-as nas costas sentido um encaixe que as deixou ali como se já fosse preparado, elas fazia um X de pontas inferiores curvas como uma tesoura de embalsamar.

     Sentei-me numa das cadeiras e cruzei as pernas com cuidado pelas proeminências que protegiam os joelhos e agora por minhas pernas longas e sólidas placas curvas o rodeavam por completo, meu quadril era mais sólido e meu abdômen tinha grandes placas negras que como todos os outros lugares, pulsavam em vermelho nas juntas e frestas mesmo que muito finas e impecáveis, a armadura era de classe pesada ao ver de qualquer um, mas era tão leve, que me assustava.

- Tudo bem agora. – falei calma pegando um copo de vidro e o enchendo de conhaque até a metade.

     Alabaster ficou espantado e com uma felicidade imensa, por talvez, ver a armadura quase completa.

- Onde está seu elmo? – Alaric disse confuso e logo a rainha fez cara feia para eles.

     Me levantei rápida e ágil indo até Adelaide que preocupada perguntou firme. – Quem pegou o elmo dela! Devolva agora!

- Não há elmo. – disse passando por ela e indo até Alabaster que vi em seus olhos, a culpa e medo.

– Mas... – fiquei a poucos centímetro do rosto dele o fazendo recuar até encostar-se à parede e ai bati a mão esquerda bem ao lado de sua cabeça e o encarei. – Por que está tão nervoso? Achou que eu não notaria? – ele engoliu seco enquanto a rainha perguntou aflita.

- Humana! O que significa isso? – guardas entraram aos montes já preparados para o ataque, mas não desviei o olhar.

     Enfiei a mão direita no bolso de sua túnica branca e dele tirei um pequeno fragmento da ponta de uma das cotoveleiras. – Só reavendo minha armadura. – me virei encarando os soldados que me apontavam lanças longas e prateadas.

     Coloquei o fragmento onde ele faltava e nesse instante a luz sumiu e cenas rápidas vinham voando...




     Vi-me correndo por um jardim, isso eu tinha certeza, e uma mulher me chamando ao lado de um homem que a beijou carinhosamente, não havia som algum, mas sentia uma familiaridade absurda, será que... A felicidade de vê-los acho eu pela primeira vez foi enorme, e daquele silêncio uma voz veio como um zumbido que aumentava cada vez mais.




- Adelaide! – gritei e vi que estava caída no chão cercada de basitins curiosos e com um cochicho estanho que só pude ouvir brevemente duas palavras, generais e latrocínio. Mas aquilo não vem ao caso, estava feliz pela primeira vez que me lembro, ver eles e a mim mesma me trouxe tanta alegria.

- Você está be.

- Eu vi! – disse me levantando num pulo com um sorriso no rosto. – Eu tive uma lembrança! Foi demais!

- Certo, mas tem alguma informação útil? – eu parei um pouco negando com a cabeça, mas sem conter a felicidade a abracei forte rindo mesmo que os guardas ameaçassem novamente, a levantei no ar e a girei um pouco antes de soltá-la e girar sozinha mais algumas vezes dando gargalhadas ao vento.

- Nunca mais faça isso humana! – fiz um gesto de ‘’deixa disso’’ e me sentei numa das poltronas a luz da lareira e das velas que nem vi serem acenas nas paredes e quando me olhei a armadura parecia mais lustrosa e o metal se solidificou como se nunca tivesse sido retirado dali.

     Senti um alívio por começar a me descobrir, mas algo em mim dizia que devia parar ali...

- Acho que já tem seus pertences e está bem, já que não quer compartilhar informações vou despachá-la das Ilhas o quanto antes, não quero humanos bagunçando minha província! – ela se virou rápida e cruel sendo escoltada por seus guardas numa marcha silenciosa para fora dali.

     Minutos depois estava sentada num dos jardins suspenso, em uma cadeira de madeira debaixo de uma cobertura de mármore de teto abobadado como uma cúpula bem decorada de uma igreja, uma mesinha de ferro negro estava no centro e outras duas cadeiras ao dispor, o forro da mesa era branco como seda, mas manchado por vinho, este que estava numa bandeja com outras duas taças que nem toquei, apenas olhava do alto a cidade calma e tranquila com as brisas de primavera balançando as rosas, cardos e jasmins, o céu limpo banhava a terra com um sol bom para dormir. Ouvi passos pelo corredor aberto que passava atrás de mim, nem quis olhar, sabia que era um só e torcia para ser aquele general de antes, pelo menos ele não me desapontaria como os outros, bem, só salva aquele caolho lá... Enfim...

- Evandra, posso me sentar com você? – era a rainha e pela voz calma estava tentando uma reconciliação, não estava brava, mas curiosa pra escutar o que falaria.

     Apoiei o cotovelo esquerdo no braço da cadeira olhando para o mesmo rumo e apontei com dois dedos a cadeira a minha direita.

- Me desculpe se fui grossa com você, é que eu não entendo nada, você chega do nada, faz uma bagunça e enlouquece meus generais. – sua voz ficou baixa como quando bebíamos horas atrás. – E ainda tento tantos problemas com o reino, o exército, às vezes preciso ser firme demais para me manter no lugar...

     Ela ficou calada e pelo reflexo do metal negro de minha manopla esquerda via seu rosto singelo.

- Eu entendo que esteja chateada, mas entenda o peso sobre mim Evandra. – vi pelo reflexo ela suspirar passando a mão no rosto. – Espero que...

     Olhei para ela rápida a interrompendo, a Basitin esteva alternando o olhar entre meu rosto sério e minha mão que apertava o braço da mesa com tanta força que estava prestes a esmagá-lo.

- Espera o que? Que lhe desculpe? Ora eu entendo seus motivos Adelaide. – disse apontando a ela. – Eu entendo, perdoar é o que amigas fazem. – ofereci minha mão num gesto gentil. – Você é minha amiga?

     A rainha olhou para mim e com um sorriso simples apertou minha mão, ela pareceu muito aliviada e juntas ali olhamos a cidade por alguns segundos.

- Linda cidade aliás, um pouco parada na minha opinião, mas linda do mesmo jeito. – ela sorriu e quando ia falar dois soldados de armaduras douradas e capas cor bronze vieram e se ajoelharam bem antes de entrarem as sombras da cúpula.

- Rainha! – eles disseram.

- Sim/sim. – falamos juntas nos virando para confrontá-los e ao perceber nossa cena trocamos sorrisos bobos.

- Tenho 50% de certeza de que falar com você Adelaide... – ela apontou para si caindo as orelhas longas.

- Poxa só eu toda vez... – ela se levantou arrumando os cabelos longos e fartos. – Falem soldados! – sua voz ficou firme como antes e eu adorei...

- O navio está pronto majestade, mas há uma tempestade chegando, seria aconselhável que ela ficasse alguns dias, até que o tempo melhore.

- Uma chuvinha não vai me impedir. – disse me levantando e indo ao lado da basitin que me olhava de canto. – Sinto que preciso ir, há algo me esperando depois desse mar e eu vou encará-lo. – olhei para minha amiga e segurei sua mão extrovertidamente. – Podem manter tudo nos planos e obrigado mesmo assim. – sorri para eles, mas estes aguardavam a ordem de sua nobreza.

- Não ouviram? Façam o que ela disse! Droga. – ela resmungou algo baixo enquanto seus soldados se levantavam batiam continência e iam formalmente pelo corredor.

- O que foi? Sabia que eu iria logo. – ela olhou para mim compreensiva.

- Você é a primeira humana que eu conheço pessoalmente, sem essa burocracia ou formalidade nojenta de bajuladores... – a puxei para mais perto de mim encostando nossos ombros.

- Você é minha primeira amiga Adelaide, minha saudade será maior ainda. – estalei os dedos sorrindo. – Algum dia eu volto! Prometo a você. – ela me abraços forte como antes evitou e senti seu calor confortante e doce.

- Só não demore, esse loucos vão acabar comigo.




     Entrava nas docas longas e largas até ver o navio ao qual partiria, era grande de velas brancas e casco avermelhado com vigas horizontais brancas como marfim, acho eu que era de guerra pelo numero de alçapões para canhões e suas laterais rígidas, duas escadas levavam ao timão mais elevado e o chão de carvalho era muito limpo pelos marujos que lá vi, escutei um alvoroço ao longe e no meio um basitin vinha seguido por vários outros, usava um material dourado nas patas, uma roupa larga e negra o cobria, uma alfange dependurava num cinto vermelho rubro  e em sua orelha esquerda um brinco prata em forma de caveira me intrigou. Suas presas superiores eram adornadas em ouro que reluzia em seu sorriso enquanto descia as escadarias do cais, marujos iam a seu lado e aparentemente o incomodando um mercador o mostrava papeis, este mercador tinha uma blusa cavada verde por cima de uma blusa longa de seda branquíssima, uma bolsa de couro caia ao seu lado e como todos, usava algo cobrindo as patas que começava a me irritar...

- Então você é Evandra? – apontei para mim mesma enquanto o capitão parava ao meu lado.

- Bom da última vez que conferi era esse meu nome. – ele ofereceu a mão nos cumprimentamos.

- Sou o capitão Bori, me disseram que foi você aquela que deu uma surra no General, estou certo? – acenei positivamente e ele gargalhou. – Me lembre de nunca brigar com você hahahaha!

- Vamos para? – Bori entrou em seu navio calado e de lá me ofereceu a mão, eu aceitei-a apenas por gentileza.

- Pois bem moça, vamos para Knockford estabelecer um comércio mais forte entre os humanos, já que eles chegaram a ponto de começar uma guerra contra os Keidrans, tê-los como aliados comerciais poderá, talvez, tirar seus olhos de nós e continuarmos em paz é a melhor opção. – ele pegou alguns papéis do basitin mercante os olhou brevemente e assinou com uma pena entregue a ele por um de seus marujos.

- Pois bem, vamos indo quero pegar essa tempestade em cheio! – seus marujos gritaram eufóricos num som animador que me fez sorrir. A cerca de madeira branca que rodeava o barco foi onde me sentei deixando os cabelos caírem para trás enquanto respirava o ar gelado e o Sol quente batia em meu rosto, os marujos, no entanto andavam sempre com pressa as mais ríspidas ordens do capitão. – Toda força a estibordo! – ele gritou e depois o imediato, que aparentava ser seu filho pela semelhança repetiu as ordens mais a frente do navio.

      E ali ouvi as trovoadas da tempestade negra que vinha rápida e fria, aquelas estátuas enormes das docas pareciam miniaturas no horizonte vermelho e sentada a frente do navio comecei a pensar sobre mim, aquela visão de antes, talvez haveria um motivo para que eu não me lembre, mas vou deixar rolar. Talvez o futuro seja melhor do que possamos imaginar.

- Essa frase... Eu já ouvi antes eu tenho certeza. – pensei comigo. Olhei um instante a água ondulante sendo cortada pelo navio e não conseguia parar, e enfim tudo escureceu.



 
     Estava sentada no jardim brincado num riacho que o atravessava e ao segui-lo cheguei a um muro alto e negro, olhava a água passar por barras grossas e seguir adiante, me abaixei puxando o vestido rosa que usava para olhar do outro lado, mas alguém me chamou, uma voz alta, preocupada e familiar, só ai pude chutar minha idade, pois ali mal chegava a cintura da moça ruiva muito linda de olhos castanhos e pele branca como marfim.

- Ora filha, não ande sozinha. - Ela me pegou no colo e lá pude sentir seu perfume e o toque de sua pele macia...
 
- Evandra? – Bori me tocou no braço me tirando daquela visão que quase me arrancou lágrimas, de alegria e o começo de saudade. – O que foi?
- Umh? Nada não, só me distrai um instante, quero estar animada para a tempestade então vou beber alguma coisa. – girei de onde estava e desci da cerca, passei por ele puxando sua orelha esquerda em provocação. – Você quer?



- Ai! – ele virou o rosto nervoso. – Tá pode ser, só não meche no meu Vinho Nórdico é muito raro... E caro... – ele gritou enquanto eu ia sem dar ouvidos descendo as escadas para o convés mediano bem amplo e luminoso.

     Meus passos rangiam na madeira negra de lá e aqui e ali alguns marujos apareciam e gentis diziam palavras bonitas ou tiravam seus chapéus pequenos em cortesia se tivessem, mas todos sempre esboçavam um sorriso contagiante. Abri um dos alçapões e saltei ignorando a escada, cai no último andar suavemente, as tochas pouco iluminavam as mercadorias e cargas das mais variadas, fui num baú onde acho eu haveria vinho e olhei ao meu redor um instante, girei a pequena torneira que o fechava e dele retirei três garrafas grandes antes vazias que vi a pouco, supondo que lá em cima haveria taças ou cálices.

     Oito minutos depois lá estava eu sentada a frente do navio virando uma garrafa quase cheia sozinha no convés superior, as velas estavam retraídas e presas com cordas expeças e fortes, o céu negro trovejava alto rasgando o as nuvens indistinguíveis pelo caos da tempestade, nem me importava com o perigo ou alguma coisa do tipo, essa era a parte boa da minha armadura, totalmente impermeável, e mais impressionante, não sentia frio algum e cansaço muito menos...


Última edição por Tulyan em Sab Set 05 2015, 15:34, editado 2 vez(es)

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Re: Rainha das Lâminas - Capítulo - 6 - A Honra Negra.

Mensagem por OtakuCraft em Sab Ago 29 2015, 23:12

E agora Eva chegou ao nível Erza, substituindo os bolos por bebida, já sei que não devo roubar sua caneca. XD
Pera.. não rimou. '-'
Spoiler:

E aos poucos ela se lembrará, me pergunto quando se lembrará de sua "morte" e como reagiria. '-'

Então aguardo por isso. ^^

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Re: Rainha das Lâminas - Capítulo - 6 - A Honra Negra.

Mensagem por Tulyan em Sab Ago 29 2015, 23:32

Ela ficaria muito, mas muito raivosa... Vcs vão ver um nível de raiva e ódio q vai além do conhecido por TPM, e Keidrans sofrem dano crítico vão ver...

 Enfim, vou voltar ao meu carrinho de bate-bate até alguém comentar... Além de ti claro ^^

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