[Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

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[Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

Mensagem por Gamesmenezes em Dom Nov 15 2015, 21:12

Fala galera, depois de muito tempo anunciado, aqui está o primeiro capítulo do roteiro do reboot do meu grande projeto e sonho. Eu tentei escrever de uma forma que a estória possa ser imaginada como um quadrinho mesmo, quadro por quadro. Embora apenas no final eu tenha sentido que realmente consegui fazer assim.

      As próximas postagens de fics que farei serão em ordem: Cajado da Redenção, A Distorção, e Lycan: Acampamento do Luar.
      Então sem mais demora aqui está o roteiro prometido.

CAP1 Do Reboot:
-(Mestre Arc Mago): Nós, aqui na Universidade Arcana do Leste, estudamos por muito tempo e hoje propomos a aceitação da “Teoria das Múltiplas Realidades”. Nós vivemos em uma linha do tempo, coisa que chamamos de “Realidade”. A Realidade cruza uma área infinita que chamamos de “Existência”. Dentro da Existência existem varias linha do tempo, varias Realidades, a nossa não é a primeira nem a ultima. Cada Realidade tem uma área de influência a seu redor. E nem uma linha do tempo é necessariamente reta e nem se quer seque necessariamente um ou mais padrões. Ou seja, uma linha do tempo pode e eventualmente vai se chocar com ou no mínimo entrar na área de influencia de outra linha do tempo. E a nossa Realidade, meus amigos, cruza a Existência não só ao lado, mas também entre e dentro da área de influencia de DUAS outras Realidades distintas.

-(Narrador): Nie lembrava dessas palavras pouco antes de ser despertado de suas memórias por um companheiro.

-(Câmera): Mostrava uma fogueira acesa inteira no canto inferior esquerdo. O pouco que é mostrado alem disso e do solo de terra sem grama é um tronco derrubado na margem superior centro esquerda, com alguém que calçava botas de aço no meio do tronco, sentado e ao lado direito do tronco podia se ver uma gancho com corrente.

-(Lucio): Então Nie, qual de suas histórias vai nos contar hoje?

-(Nie): A história, da crise da Fonte de Ferro.

-(Nácyl): Espera, não foi no meio dessa crise que nós te conhecemos?

-(Nie): Sim, foi nessa época, nessa crise.

-(Lucio): Ora, você está ficando preguiçoso. Todos sabemos o que aconteceu nessa crise, você apareceu do nada e-

-(Nácyl): HEY! Deixe-o contar. Todos sabemos que neguem “surge do nada”. Cada um sabe apenas o próprio ponto de vista. Então vamos ouvir o dele.

-(Câmera): Apontada para Nie, ao seu lado esquerdo mostrando por completo sua boca , queixo e cavanhaque cinzento. Apenas o que é mostrado alem disso são algumas arvores ao fundo.

-(Nie): Obrigado Nácyl. Acho que tive grande envolvimento com a crise e devo lembrar vocês de parte do meu passado antes da crise da Fonte de Ferro.

Nie toma um gole de vinho que tinha em sua caneca de metal.

-(Nie): Então, vamos começar.

-(Câmera): Apontada para Nie, mostrando da parte superior direita de seu nariz à parte inferior direita de sua testa, mostrando claramente seu olho direito com íris de fogo e sobrancelha cinzenta.

-(Nie): Estão vendo a chama em meu olho? Eu nasci com ela. E assim como meu primeiro fio de cabelo, que nascei cinza, todo o resto também.

-(Câmera): virada e ficada nas chamas da fogueira.

-(Nie): Por conta disso, no dia de meu nascimento, fui considerado pelo padre da vila onde morava, a própria cidade Fonte de Ferro, um demônio e me foi negado o direito de ser batizado.

-(Descrição da cena)

É mostrado um guarda que vestia uma cota de malha coberta por uma manto branco, equipado com uma espada simples de ferro e um escudo de madeira, numa cidade escura, olhando para uma par de olhos amarelos brilhantes nas sombras.

-(Nácyl): Não foi batizado? Eu suponho que então isso deve ter atraído um ou mais lobisomens, repetidas vezes...

-(Nie): Engraçado mencionar isso. Várias vezes meu pai relatou que viu uma criatura medonha rondando nossa casa em luas cheias. Bem, continuando...

-(Descrição da cena):

O cenário muda para a cidade Fonte de Ferro, uma cidade de grandes estruturas. Desde o portão de entrada até o centro da cidade se estendia uma rua plenamente voltada ao comércio. No centro da cidade se localizavam o castelo do conde, a capela e os estabelecimentos de maior prestigio dia cidade. Ferrarias, alfaiates, alquimistas e guildas. De tudo se encontrava la. No canto leste da cidade, encontravam se as minas de ferro, um imensurável complexo de cavernas com abundantes veias desse minério. Todo o resto da cidade consistia de zonas residenciais com um ou outro armazém.

-(Nie): ...Por conta disso, outras pessoas, principalmente as da vizinhança onde morava, evitava minha família. Foi o que meu pai me disse, naquela época. Meu pai, ele era uma guarda do turno da noite. Ele sabia que cedo ou tarde alguém viria arranjar briga comigo por ser considerado um demônio. Então ele deu-me uma espada e me treinou em seu tempo livre. Mas eu não seria aceito facilmente, ninguém empregaria um “demônio” e meu pai tenha noção disso...

-(Lucio): Então o que ele fez?

-(Nie): Por sorte ainda haviam pessoas que não acreditavam que eu era um demônio. Em especial na minha família. Ele me apresentou a meu tio, um dos melhores ferreiros da cidade, a ferraria dele inclusive era uma das do centro, próxima do castelo do conde. Meu tio me ensinou muito do que sei sobre a arte da metalurgia.

-(Nácyl): E isso não o causou problemas? Digo: Se alguém soubesse que estava ensinando um suposto demônio a forjar armas e armaduras?

-(Nie): De certa forma, isso foi até uma vantagem para ele. O conde acreditava que eu era um demônio, mas não via isso como algo necessariamente ruim. Quando ele soube de que meu tio estava fazendo, foi ao estabelecimento dele pessoalmente. Os dois conversaram enquanto afiava uma espada. Consegui ouvir a conversa deles. O conde acreditava que o que futuramente fosse forjado por mim teria atributos mágicos. Ele pretendia manter uma boa relação com meu tio e comigo para futuramente comprar o mais barato possível minhas espadas, flechas e armaduras. Então ele passou a comprar toda a reposição de equipamento dos guardas da cidade e de sua guarda pessoal do estabelecimento de meu tiú.

-(Lucio): Eu sempre ouvi falar que o conde Artus tinha interesses em ocultismo e artes proibidas. Mas comprar equipamentos de alguém que ele acreditava ser um demônio, isso eu não esperava...

-(Nácyl): A ambição daquele homem só não era tão grande quanto os estragos que a crise causou à Fonte de Ferro. Pelo menos ele sabia que quanto mais a cidade prosperasse mais ele enriqueceria e isso o fez administrar bem a cidade.

-(Nie): Continuando...

(Descrição da cena)

O cenário mudo para a avenida da entrada da cidade. Nie é mostrado de costas, caminhando em meio a multidão de pessoas que seguiam suas vidas, mercenários equipados em busca de clientes ou de uma ferraria para repor e/ou reparar seus equipamentos e guardas que faziam patrulha. Algumas pessoas que passavam por perto do jovem de cabelos cinzentos o olhavam torto.

-(Nie): Foi nesse dia que decidi nunca mais iria esconder meu cabelo, pois eu sabia que eu e meu trabalho éramos do interesse do conde Artus. E que ele não deixaria ninguém colocar o “seu ferreiro demônio” pra fora da cidade. Com isso na cabeça, deixei meu cabelo crescer, crescer muito, para que fosse reconhecido de longe. E é claro, por ser “o ferreiro demônio”, “o protegido do conde” e como se não bastasse, também o filho de um guarda, eu não teria mais muito mais problemas que uma pessoa normal.

-(Lucio): Nossa, do jeito que você falou, parecia que pretendia se aproveitar da situação para fazer coisas que não devia.

-(Nie): (Risadinha)... No começo, realmente pensei assim. Mas depois percebi essa era a oportunidade de evitar problemas que vinham até mim. Mas acho que já contei demais da minha vida antes do inicio da crise.

(Descrição da cena)

A cidade é mostrada de dentro. Vista da avenida principal apontando para o portão, tendo distancia de 3 quadras do mesmo. Varias pessoas andavam pelo local, uma carruagem fazia seu caminho rumo ao centro e Nie andava em direção ao portão carregando um mochila nas costas.

-(Nie): Eu tinha uns 16 anos na época, pareciam ser tempos de paz, fora o conde estávamos recebendo poucos clientes e encomendas. E não me refiro apenas ao estabelecimento do meu tio, mas sim de tudo quanto é ferreiro na cidade e os diversos mercenários que comumente via andando pela cidade e nas ferrarias estavam ausentes.

-(Lucio): Algo bastante estranho para Fonte de Ferro antes da crise, a cidade era a maior fornecedora de ferro da província, por isso tinha um mercado metalúrgico muito forte que atraia vários mercenários. Era praticamente a casa tanto dos mercados mercenário quanto do metalúrgico.

-(Descrição da cena)

A cidade e suas muralhas ocupam a parte esquerda do quadro, do outro lado estava a estrada, os campos e árvores. Era um dia ensolarado, o céu estava limpo. E Nie caminhava se distanciando da cidade.

-(Nie): Sim, era realmente estranho. Mas eu aproveitei que tínhamos acabado de finalizar uma encomenda do conde para tirar umas férias do trabalho na ferraria. Embora eu

gostasse do que estava fazendo da minha vida, sentia que faltava algo, que minha vida estava sem graça, que faltavam motivações e questionamentos.

-(Descrição da cena)

Nie é mostrado de costas, do peito pra cima adentrando em uma floresta tão densa que mesmo num dia como aquele, em que o sol era soberano e inofuscável no céu, era quase tão escura quanto uma caverna.

-(Lucio): Então o que você fez nessas "férias"?

-(Nie): Eu resolvi sair da cidade, Viajar pela província sem saber o que o destino me reservou.

AVISO DO AUTOR: A partir desse ponto da estória, a narrativa será contada do ponto de vista do protagonista nas lembranças, não mais dele contando as lembranças.

-(Descrição da cena)

O protagonista é mostrado de lado após ter entrado uns cem metros na floresta, ele estava parado observando o pouco que conseguia enxergar do local, falando consigo mesmo.

-(Nie): Aquela voz, tenho certeza de que veio daqui...

-(Descrição da cena)

Nie é mostrado de baixo virando-se rapidamente ao ouvir a tal voz novamente.

-(Voz misteriosa): Por que você fez isso?

-(Descrição da cena)

A câmera, entre galhos e arbustos, fica apontada para Nie de longe, que estava de lado para a mesma. Quando ele ouve novamente a voz, vira-se rapidamente assustado perguntando.

-(Nie) Quem está ai? O que eu fiz?

-(Voz misteriosa): Agora já está feito, não há muito o que possamos fazer.

-(Descrição da cena)

O rapaz de cabelos cinzentos é mostrado de frente distantemente. Ele caminha em frente e para ao chegar próximo da câmera.

-(Nie): Parece vir daqui...

-(Descrição da cena)

Ele é mostrado pelas costas encostando suas mãos em uma "parede" formada por galhos caídos e arbustos, tentando abrir uma fenda para espiar o que há do outro lado.

-(Descrição da cena)

Nie consegue abrir uma fenda e espia por através dela com seu olho de íris flamejante.

-(Nie): O que é aquilo? Eu tenho que chegar mais perto.

-(Descrição da cena)

Visão em primeira pessoa do protagonista que se afasta e desembainha sua espada. Olha um pouco para ela ponderando se a usa ou não.

-(Descrição da cena)

Três quadros são usados para mostrar Nie de ângulos diferentes batendo caom a espada nos galhos para os cortar, mesmo essa não sendo a função de uma espada.

-(Descrição da cena)

A câmera é posicionada do doutro lado da "parede" apontando para a mesma. Nie a empurra com as mãos, agora que alguns galhos se romperam fazendo o obstáculo perder sua solides.

-(Descrição da cena)

É mostrada uma concentração desforme de luz alaranja que não parece ter origem nem destino, sob um tronco caído sobre pedras.

-(Descrição da cena)

O rapaz do olho flamejante se aproxima, sobe as pedras e tenta tocar a concentração luminosa. Quando a toca...

O capítulo acaba.

      Curiosidade: O nome do protagonista é na verdade a sigla da primeira ideia que tive do projeto, quando o plano era para ser um anime. E nunca pretendi mudar o nome do protagonista, pois essa é uma forma de lembrar como tudo começo. Mesmo que fosse algo ridículo, não por ter tido a pretensão de ter tornado o projeto inicial um anime, mas sim pelo significado da sigla, que  alem de ser ridículo conta com um erro grotesco de português. E não, não revelarei o significado da sigla.

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Re: [Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

Mensagem por OtakuCraft em Dom Nov 15 2015, 21:50

"Naves InterEstelares"? XD Ai quando vai lá o cagão acerta. '-'

Bem, o jeito de contar o cenário é meio diferente mesmo. Confunde um pouco por estar lendo, pensar nos acontecimentos e cenários e ainda projetar isso tudo em quadrinhos na sua mente, mas acho que só acostumando mesmo. :v

Já a história parece-me interesônti, posti mori. ^w^

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Re: [Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

Mensagem por Gamesmenezes em Dom Nov 15 2015, 22:35

Acertou, receba seu premio!

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Re: [Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

Mensagem por Tulyan em Dom Nov 15 2015, 23:02

Oloko, tem bingo tmbn? Ah GM assisti Anjos da Noite, me lembrou tua fic, idéias fixas borbulhante em minha mente... Dói um pouquinho s...

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Re: [Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

Mensagem por J.O.H.N. em Dom Nov 15 2015, 23:13

Esse sistema de ações e visões da câmera é mesmo um pouco confuso de primeira, mas nada que não dê para acostumar, e é um sistema criativo, algo novo, isso é ótimo xD
Está um bom começo, e o enredo dá sim aquela vontade de ler os próximos capítulos, boa sorte com a escrita dessa fic também ^^

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-Chapter 53, Greg's Anger-


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Re: [Não TK] [Fic] (Reboot) O Conto. - De Bernardo Menezes

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