Rainha das Lâminas - Capítulo - 8 - Balanças.

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Rainha das Lâminas - Capítulo - 8 - Balanças.

Mensagem por Tulyan em Sex Jan 29 2016, 01:08

16%

    Uma segunda bola de fogo veio rápido explodindo dentro da carruagem e a incinerando, ouvi gritos de alivio e alegria lá fora junto a aplausos curtos como gotas de chuva.

- Viram!? Nós Templários vencemos qualquer um! – o mago andou parando a frente das labaredas do transporte contorcido erguendo os braços ao som de mais intensos gritos e aplausos.

- Haha! Não importa quão poderoso seja, o décimo nono batalhão nunca perdeu uma luta com... – o olhava entre as chamas, minha armadura tinha frestas em dois pares curvos aos lados da proteção bucal onde eu respirava e não sei como fumaça não entrou, meus olhos hora desprotegidos foram fechados com uma membrana metálica avermelhada que me fazia ver muito bem, apenas com uma leve coloração da mesma.

    Esgueirei-me entre as chamas e o metal sem sentir calor algum, os rastafáris negros longos com filamentos vermelho-vivo caíram para baixo quando sai das chamas aos sons espantosos de terror, o mago de costas se calou e o vi notar minha sombra projetada pelo sol nascente, quando ia se virar agarrei sua nuca ouvindo seus gritos de dor e agonia ao chiado de sua pele. Talvez a armadura se esquentou, apenas não permite que o calor chegue a mim...

- Capitão! – o resto de seus mal treinados soldados vieram para socorrê-lo piamente, o lancei para eles com a força de um braço com nojo de sua fraqueza, e ai aproveitei para fazer um teste.

    Agarrei as janelas da carruagem e num urro dracônico o tirei do chão, o ergui até meu peito e o girei em volta de mim até o lançar nos medíocres soldados templários que não tiveram chance... O veiculo foi atropelando-os fora do ar e ao tocar o chão se tornou uma bola de fogo e metal retorcido que moeu carne e bebeu sangue, parou apenas ao bater numa loja de frutas incinerando o lugar por ser feito de madeira assim como que havia lá...

    Parei um pouco observando tudo ao redor, absorvendo as casas, as sombras, os gritos de pavor e o tumulto do pânico, comecei a andar rumo ao porto, talvez consiga voltar para as Ilhas, pelo que conheci dos humanos, ou eu sei lá, não foi nada proveitoso, o sol espremia-se pelos vãos das casas de madeira reforçadas com pedras lisas e tijolos cinza, os telhados avermelhados quase cintilavam pelo brilho do sol e as várias plantas que enfeitava quase todo lugar eram floridas e lançavam um perfume adorável no ar, acelerava meu passo a cada instante até que cheguei numa investida violenta, era necessário, pois um punhado já me perseguia...

    Ao me lançar ao porto empurrando as pessoas lentas e causando um grande alvoroço por isso vi algo estranho, não havia nenhum navio basitin por todo ele, não era possível não ver por ser muito grande mesmo de longe e as velas vermelhas nem se fala... Meus passos rangiam a madeira escura e salgada, a esquerda a elevação de pedras brancas e brilhosas, e a frente poucos homens e como se chama aquilo ali?

    Observava seres humanoides com pelo e caudas, usavam coleiras e algemas, talvez prisioneiros... O que mais estava perto de mim era um listrado, com trapos a vestir, e seus olhos... Amarelos...

    Nunca senti tanta raiva desde que acordei nas Ilhas, puxei uma lâmina e a segurei para trás do punho direito, corri o máximo que pude e quando cheguei perto daquilo saltei brevemente deixando a lâmina passar por seu pescoço cortando a coleira grossa e negra como papel, o barriu que segurava caiu no chão, eu olhei minha arma cheia de sangue com raiva nos olhos e apertei seu cabo forte com ira.

- { Vê o que sinto? Não vá pela raiva Evandra, somos a Algoz, detentoras do julgamento... }

- Alguma ideia brilhante? – pensei nervosa, olhando os marujos mais covardes e outros animais daqueles correrem com tudo o que tinham e uma leve espiada para trás vi o que golpeei caído, sem a cabeça e não senti remorso algum, só fúria.

- { Tudo se ajeitará, só não mate mais sem nosso julgamento Evandra! Nosso julgamento } – a voz ia sumindo enquanto corria sem ao menos arfar, parecia ser uma velocista nata...

    E num instante que olhei para trás e vi vários, não dezenas de soldados e templários correndo em fúria atrás de mim, olhei para frente bem a tempo de ver um homem alto, um marinheiro corajoso que portava um martelo grande e cinza tentar me golpear na horizontal e com uma agilidade que eu mesma desacreditei dei um salto para frente sentindo a pedra da arma raspar e minha barriga, mas não parei, só fui atrasada, o porto se estendia na baia do cais longo e curvo recebendo o sol todo da manhã, e isso me fez ver soldados erguendo um muro de pedra mágica bem a frente, pensei em ir para a rua, mas não vê-la pela altura íngreme do píer negro me impediu, talvez aquilo a frente seja uma armadilha, devem esperar q eu salte, então deve ter inimigos bem amadurados para me segurarem... Ora e se eu não pular...

    Ia me aproximando veloz e na iminência de bater no muro acelerei ao meu máximo uma carga brutal e violenta que me fez derrubar o muro com uma explosão de poeira e fumaça, meio que em câmera lenta vi o que pensei ser certo, eram dez homens grandes e fortes com redes e ganchos com cordas grossas, pela distração da fumaça consegui me esquivar de quase todos, uns poucos me viram e quase me alcançaram com as mãos, então tentaram lançar seus ganchos que até me acertaram, mas quem disse que parei?

    Olhei em meus ombros os ganchos de metal reforçado fixos e parasitas, seguidos de cordas avermelhadas com um brilhos pulsante esquisito, e na ponta delas seis homens se jogaram para tentar me causar lentidão, mas os arrastava como sacos vazios e persisti por tanto tempo que tiveram que soltar-me ao perigo de se machucarem feio entre as tábuas corroídas, peguei os dois objetos dos ombros e os girei fazendo com que suas cordas vissem para mim, saltei no ar num giro lançando os ganchos alto para se prenderem no parapeito da rua elevada e num esforço me arremessei para lá com uma facilidade estranha, não me acostumei com minha força ainda... E lá vi mais soldados, de armaduras padronizadas e lustrosas seguidos por arqueiros de vestes leves e ágeis e magos com suas túnicas exuberantes e brilhosas por magia, e a minha frente havia apenas dois soldados muito jovens por sinal, e pela aparência ruiva eram irmãos, eles empunhavam lanças que mal sabia manejar e as apontavam para meu peito com temulências e gaguejando um deles falou.

- Renda-se! Ou.. Ou vamos ataca-la! – o da direita disse firme, mas sentia seu medo nas mãos.

    Andei até ele e quando sua lança tocou minha armadura o moleque pareceu tremer e quando ele piscou aproveitei para pegar sua arma, a lâmina lozangular prata e seu cabo de madeira envolto em couro cru meio puído pelo tempo me fez pensar se era um presente, será que são órfãos? Bom se nas Ilhas funcionou por que não agora... Puxei seu cabo trazendo a mão no garoto a mim e no toque vi, seu pai morto em sua frente, ele escondido num armário escuro e os olhos... Os mesmos olhos alaranjados...

- Eu vou matar aquilo também menino, fui ferida assim como você, fique forte e me procure... – ele pareceu ter visto o que vi também, pois seu rosto derramava lágrimas de dor profunda, soltei a arma e carinhosamente acariciei sua cabeça encarando seus olhos castanho—claro aquados.

- E... E qual seu nome? – ele falou enxugando o rosto com a manga da blusa leve e cinza que saída da armadura de ferro pequena.

- Evandra, a Rainha das Lâminas... – comecei acorrer novamente, seu irmão parecia acuado e indeciso com o que fazer com sua lança igualmente bem feita.

- Boa sorte... – o garoto falou sorrindo para mim, acenei feliz e acelerei rumo ao final da doca, o que havia lá que me atraia era um mistério...

    E lá fui por alguns minutos incessantes correndo sem parar a marcha, meu cansaço vinha pouco agora com arfadas levíssimas, minha armadura mal fazia barulho, algo inconsistente com sua forma feroz e demoníaca, as pessoas que via não me importavam em nada, eram ricos e pobres, mendigos e cavaleiros que passavam aos montes por ruas e casas, o que me importava era o sol brilhoso a direita e os soldados me perseguindo extremamente cansados pela distância, mas dentre eles surgiu um cavaleiro, com sua montaria negra armadurada em dourado assim como ele, sua postura era forte, o elmo fechado ocultava seu rosto e a lâmina curva e pequena nela me intrigou e me fez levar as mãos aos chifres curvos da minha, seu cavalo relinchava ao ser instruído fortemente a correr, seus cascos raspavam na pedra lisa as bufadas fortes, seu cavaleiro estava decidido a vir e as pessoas se afastavam a presença dele.

    Parei minha corrida vendo que seria facilmente alcançada e puxei minhas lâminas as segurando para trás automaticamente, o cavaleiro desacelerou a trotes rápidos que pararam a poucos metros de mim.

- Qual é seu nome ladra? – perguntou aquele trajado em armadura com a voz poderosa e viril recebendo apenas o silêncio.

    Vi um sorriso crescer pelas frestas do elmo e ele desceu rapidamente e fechou o punho sinalizando para que os soldados parasse, e como aceitaram bem, alguns caíam exaustos e eu por minha vez mal ofegava, das costas dele veio uma espada grande de lâmina preta e guarda dourada, ele a girou no punho algumas vezes e eu só esperava seu ataque com o corpo pronto.

- Deve estar cansada por correr tanto, então vou pegar leve... – seus dedos realizaram no cabo de madeira rodeada de couro vermelho, vi da lâmina irradiar uma luz pulsante e leve que fortaleceu-os.

    Com uma explosão de velocidade estava perto de mim. Dei um pulo leve para trás vendo a lâmina passar perto do meu pescoço, e com um giro ergui a lâmina dando tempo para chegar em seu ombro pelo seu golpe horizontal, mas ele levou a espada em defesa com maestria, algo em mim veio a querer seu corpo morto agora... Girei acrobaticamente dando um chute vertical em seu elmo, e atordoado me equilibrei usando uma das mãos, acabei ficando mais baixo que sua cintura e isso o levou a tentar mais um golpe horizontal, mas esta crescente vindo de direita, me joguei para trás desviando e ainda dei um mortal de costas sem usar as mãos, me coloquei de pé e antes que o visse ele estava com a espada vindo em minha barriga, mas fiquei de lado sentindo os metais se raspando e o dele saindo perdendo, com isso levei meu cotovelo gratuitamente em sua casa ajudando a perfura-lo pelo espinho curvo e laminado que ela tem, fiz um corte bom o suficiente para ver seus olhos, castanhos e enraivecidos que vieram direto aos meus por eu não tê-los tampado com aquele película escura, mas isso o desviou do real perigo que se encontrava no final do meu braço em forma de uma grande adaga curva e negra, meu golpe ia direto em seu pescoço. Será fatal!

- Acho que ganhei. – ele disse encostando a espada rumo ao meu coração com alegria, então toquei algumas vezes a ponta da adega entre o espaço de seu elmo e da gola que foi cortada e o fiz sentir o metal sangra-lo de leve. – Como? Esse é uma armadura encantada!

Aproveitando seu espaço peguei a lâmina de sua espada e a afastei de mim com a mão direita livre mesmo que segurasse minha lâmina, então passei ao redor dele usando a arma da direita para cortar seu punho direito que portava a espada e chutei suas costas com força, ele caiu rolando e soltou a espada sem intenção, e me veio correndo até ela, mas só pisei e sua lâmina. Ele me olhou furioso e notei que o corte em seu pescoço voltava ao normal vagarosamente assim como o metal de sua armadura.

- Pelo visto perdi... – guardei as lâminas com as pontas reduzindo ao Sol e peguei sua arma sem lhe tirar os olhos.

Olhei-a reconhecendo ser muito boa, de aço encantado e ouro... A segurei com uma das mãos e já via o declarando, mas algo em mim me fez parar, finquei-a no chão e ele veio devagar.

- E talvez não seja uma ladra... Quem é você? – ele levou sua arma e a deixou em punho mesmo que sua ponta quase tocasse o chão novamente. – Pode me dizer? Por que matou aqueles templários?

- Me roubaram... – Falei e ele faz uma careta.

- Como? Eles te roubaram? O que exatamente? – apontei ao elmo que eu mesma fiz a algum tempo, nosso redor estava paralisado com os curiosos aos montes. – Mas precisava assassiná-los?

- Eles me atacaram primeiro, não tinha motivos para ferir ninguém, exceto se me impedirem de ter o que quero.

- Mas já tem seu elmo...

- Há muito disso, roubado de mim, esse metal me é parte, meu corpo, minha casa, minha arma. – o encarei com os braços soltos.

- Por que não se acalma? Nós não lhe faremos mal, só para e nos explique tudo... – sua mão veio baixo, um pedido que já vi antes. Apertei a adaga e me virei vendo os soldados ainda longe com uma cara assustada. – Ei! Não vamos tentar nada, se acalma, eu sou Arthur. Capitão da Guarda da Cidade, aqueles templários lá nos causavam problemas a anos, veja, nos fez um favor, quem se importa com alguns a menos?

    Me aproximei e ele não ousou erguer sua arma. Mas levou a mão ao elmo o retirando para mostras os cabelos curtos e de mesma cor que seus olhos junto à uma barba pequena. Estava tão deturpada com a ira que nem notei sua fala exames só verdade e sinceridade... Guardei minha arma para o suspiro dele ser de alívio, mas continuava indo perto e ele só guardou sua arma enquanto fiquei a dois metros dele ainda o encarando.

- Tenho que encontrar esse material, há mais eu sinto... Sabe onde acho um cavalo? – ele sorriu e limpou a festa suada inutilmente por usar uma manopla.

- Deixe que eu lhe pague uma bebida ou duas, faz tempo que não encaro alguém poderoso. – ela levantou as mãos em rendição. – Prometo não fazer nada de errado! – engordei a cabeça confusa, o que seria esse “errado” tão dramático que ela soou? – O que acha? O que fez não passará de um mal entendido... Mas entendo se quiser ir.

- Se for você me mostra onde obter uma montaria? – falei seca e ele concordou. – Ótimo, farei de sua maneira...

Passou-se acho eu uma hora e me encontrava entrando numa taverna que felizmente e infelizmente não era a de Robb, gentil homem, que possa vê-lo mais uma vez, Arthur estava a minha frente e agora nenhum soldado me perseguia ou ousava me olhar, gostava desse medo, mas mesmo gostando sentia um desconforto, então ao homem de armadura que entrava todos o olharam sorrindo ou levantando a cabeça chão de bebidas diversas, vi algo escrito no batente da porta que não sei decifrar, mas não ligo, o lugar era grande com dezenas de cadeiras de madeira avermelhada como o chão e quatro pilastras davam sustento ao segundo andar que fornecia um buraco no centro do lugar de onde algumas pessoas iam aos seus quartos seguros por uma cerca média, o balcão ficava bem a frente e fazia um “L” e naquele lugar cheio haviam poucos bêbados, mas muitos festivos badernando com controle, e os vários garçons lutavam para atender a todos.

    Arthur parecia bem conhecido e muito querido pelos sorriso que fez surgir, e eu por minha vez só trazia medo. Nos sentamos no balcão branco de mármore sustentado por madeira clara, eu fiquei o mais perto das janelas grandes de vitrais largos que inundavam o salão com sua luz cor de mel, o mesmo cheio que permeava o ar, só que mais agridoce.

- Bem vindo Arthur, que bom ter sua visita hoje. – uma mulher loira de rosto fino e branco veio com um sorriso e me olhou com um pavor se instaurando quando a olhei, enchendo só o elmo. – Q... Quem é?

- Uma conhecida, a vi hoje na cidade, é bastante honrada se quer saber. – ela se ergue colocando o elmo que estava debaixo do braço sob o balcão.

- Prazer me chamo Anna, sou filha do dono da taverna. – ela estendeu a mão e a cumprimentei com um aceno. – Caladona? Ok... Posso lhes trazer algo?

- Um hidromel beeem gelado. – o cavaleiro falou sorridente e me olhou. – E você?

- O mesmo... – disse tranquila espantando o Capitão, quer dizer, o fazendo levantar uma sobrancelha...

__________________________
O Imortal dá mais valor ao tempo do que o mortal, o mortal se preocupa com o tempo que passa até sua morte
e o Imortal, se preocupa com o tempo que passará,
Sendo Feliz...


Mas nada está ábdito de minhas garras... Nada...
avatar
Tulyan

Mensagens : 2234
Data de inscrição : 14/07/2014
Localização : Atrás de você...

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Rainha das Lâminas - Capítulo - 8 - Balanças.

Mensagem por Tulyan em Sex Jan 29 2016, 01:18

Nascido e postado no cell, n me julguem U..U

__________________________
O Imortal dá mais valor ao tempo do que o mortal, o mortal se preocupa com o tempo que passa até sua morte
e o Imortal, se preocupa com o tempo que passará,
Sendo Feliz...


Mas nada está ábdito de minhas garras... Nada...
avatar
Tulyan

Mensagens : 2234
Data de inscrição : 14/07/2014
Localização : Atrás de você...

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Rainha das Lâminas - Capítulo - 8 - Balanças.

Mensagem por OtakuCraft em Sex Jan 29 2016, 10:16

Nascido? '-'

Mas to achando que esse Arthur ainda quer treta. ¬¬

__________________________






Meu DA... passa lá. ;-;
avatar
OtakuCraft

Mensagens : 3449
Data de inscrição : 24/04/2014
Idade : 18
Localização : Tartarus

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Rainha das Lâminas - Capítulo - 8 - Balanças.

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum