Os Reis Arcanos - Rei Lich - Capitulo 1

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Os Reis Arcanos - Rei Lich - Capitulo 1

Mensagem por Tulyan em Qua Fev 01 2017, 01:15

Ola, oia quem voltou a postar nessa abinha \o, mesmo que tenha decidido n fazer isso mais, nosso coleguinha John Neve me convenceu...

Ah Tuly, vc num vai continuar tuas fics n? Não.

Ah Tu- Nn calma fui muito Tramontina ali... Ehehehe, pois então, como te explicar... A fic conhecida por Fúria Ancestral me tomava muito tempo, por um retorno relativo (meio q é obvio q eu n ganho nada escrevendo, exceto os comments de vcs, s2) sem contar que o universo TK me toma muito trabalho de esquivar de suas regras, lembrar delas e fazê-las presentes. Isso simplesmente me deixava puto, quando n podia fazer um Keidran templário por exemplo... Eu achava q o problema era o universo do tk, mas ai com a fic Rainha das Lâminas, notei que Eu era o problema, já falei bastante em respostas do quão trabalhoso era escrever, justamente pelas limitações do universo, em especial, o Fúria tinha um gosto mais amargo, já que não podia mudar os personagens, nem transformar algo deles, o que somou mais um ponto para que eu parasse de escrever sobre, tanto é que introduzi os Cavaleiros para ter a desculpa necessária afim de remexer o universo e criar minhas leis (originalmente nenhum Cavaleiro apareceria) Mas acabou num empasse, se distorcesse da maneira que quisesse, o universo sairia do contexto, e se não o fizesse, eu não teria o que trabalhar. Mas errado é quem acha que culpo os personagens ou o tk, fui eu, Tulyan Dvořák q fiz a parada errada. 

Não vou continuar nenhuma fic sobre Tk afim de evitar limitações da "Fan Fic", aqueles mais próximos sabiam de meus planos afim de criar algo somente meu. Original 

O resultado dele foi um universo de tamanho indefinido, com características únicas, deuses e histórias originais, tudo é meu, tudo eu que crio, e só obedeço a minhas próprias regras, isso me deu uma visão tão linda, não paro de escrever nenhum dia, e isso me satisfez de tal forma que produzi até mesmo em aulas na faculdade... Sim isso mesmo...

Antes que leiam a fic, espero que entendam o que quero passar com esses textos, não é uma desculpa, (eu to foda-se, mintiraaaa) eu só achei que gostariam de um explicação quanto a isso, e verão as diferenças entre as fics daqui, e esta nova, verão muito ainda, cap 22 sai hj ao 12:00 =3 
Ps: Tem muitas referenzas aque...
Ps2: Muitas mesmo...
Ps3: E tem nomes na língua criada por mim, qualquer duvida eu esclareço pra vcs meus macaquinhos 




Era apenas uma noite... Nada de assustador ou tenebroso mesmo que andasse na tundra gelada de Dizio, o extremo Norte do continente e lar de nós, Nórdicos, sinto pouco frio mesmo que tenha neve até os joelhos, pois visto minha roupa grossa de peles de ursos e minha espada que apesar de meio cega ainda corta, iluminava meu caminho só com uma tocha que fiz minutos antes de sair de minha cabana até aqui para procurar aquela maldita ovelha fujona... Andava respirando cada vez mais pelo peso extra da neve, meu hálito esbranquiçado soprava a tocha ás vezes, como fazia os ventos suaves que vinham do Leste.

– Mas que merda... – resmunguei baixo e vi meio apagado o rastro dela, a seguia faz horas pelo que presumo. As árvores sem folhas em maioria pareciam monstros sedentos por me agarrar e me matar e isso só me acelerava.

Me afastei delas com este pensamento, minha vontade era de abandonar tudo isso é ir embora, mas o dever me obriga, e um urro me desobriga, era alto e chiava como um...

– Artral! – gritei e corri para o outro lado, e das árvores a fera saltou, grande e peluda suas garras negras quebravam a madeira com facilidade e seus dentes longos e quase tão brancos quando sua pelagem, parecia feita de gelo.

Ela era bem mais veloz que eu, mas por ser menor aproveitava a vegetação para fugir, meu coração batia forte como um tambor de guerra e ao menor sinal de avanço do animal mais me punha a correr, e ali naquela fuga desesperada vi a merda da ovelha assustada correndo para longe e furioso fui em seu rumo, a alcancei rápido e a peguei pelo couro das costas e a joguei para trás, voltando a correr, ela rolou berrando e quando o Artral a notou achei que iria parar, mas ele apenas pisou na cabeça dele e esmagando como um ovo vermelho, agora estava perdido, a floresta acabou e só há um deserto gelado, nunca que correrei mais que a criatura.

Desesperado continuei, minhas pernas doíam, mas não enfraqueci, lá a neve era mais baixa pelos ventos constantes, estava a toda e só olhei pelo ombro uma vez para ver quem me perseguia saltar entre os troncos e galhos rugindo aos olhos azuis atingindo o chão com força. Estava acabado e tudo graças a aquela ovelha idiota, ele vinha bufando com a boca babando sedento por me saborear e gritei para mim mesmo com os ventos cortando meu rosto, sentia seus passos vindo perto e seu cheiro forte de carne fétida. Sua boca se abriu, maior que meu tronco e se aproximou, era ali que morreria, mas pelos deuses, um buraco se abriu abaixo de mim me causando um frio no estômago, minha tocha se soltou e desapareceu na neve caótica, foi alguns segundos de queda amedrontadora, me contento com essa fuga, mas...

Quando me dei conta, estava de barriga para cima vendo o alto nublado e a criatura lutando para não cair também, senti algo, uma pontada forte e quando olhei para mim vi uma estalagmite rubra se levantar da minha barriga, senti o gosto de sangue na boca e um zumbido.

– Droga... – falei baixo, a dor veio em seguida, como nunca senti antes, não movia minhas pernas mais e sabia que iria morrer aqui, mas não assim.

Peguei a estrutura pontiaguda e a empurrei para longe, fazia o máximo de força que podia até ouvi-la se quebrar e eu cai de costas metros abaixo em pedras e neve, tossi vendo meu sangue ir longe, a dor agonizante me consumia por completo enquanto sangrava como um animal abatido, me arrastei até uma das paredes. Meu corpo desistia mesmo que eu pudesse para me manter acordado, tinha um sono forte vindo junto à um calor que subia por minha espinha. Fechei os olhos uma vez e os abri rápido, mas não havia o que fazer, dormi ali para sempre... Bom se para sempre fosse logo depois...

- Levante... – falou algo, mas meus ouvidos mal funcionavam, muito menos minhas pernas, abri os olhos um pouco apenas e vi um borrão azulado pairar a minha frente.

Notei estar coberto por uma fina camada de gelo sobre as pernas e provavelmente por todo o meu corpo. Quando meus olhos se acostumaram com a luz..

– Levante mortal! Esta não é sua hora! – era uma voz poderosa e rígida, mas vinha de uma mulher, bom um espectro que pairava a minha frente com um rosto mórbido e frio como o ar que mal entrava em meus pulmões. – Sou Thereza... Ei! – ela gritou ao me ver fechar os olhos. – Erga-te novamente com minha ajuda mortal!

Ela falou pairando mais perto... E espera, por que não sinto dor? Me olhei e vi o buraco ainda ali, mas não sangrava...

– O que quer comigo demônio! Deixe-me ir! – disse quase caindo de lado, meus sonhos com Kan’Nam me enchiam de felicidade, o paraíso dado aos nórdicos...

– Uma ajuda mútua, tu não morres com glória, não irá a Kan, como eu... Era uma rainha Antiga meu caro, traída pelos que amei! Morta a sangue frio! – sua voz ecoou fazendo um pouco de neve cair. – Buscava vingança por muitos séculos aqui nesta catacumba, mas fui iluminada a obter a glória, ao invés da impureza, foi dado a mim pelos próprios Espíritos do Norte o poder do frio, do gelo, do Norte.

– Os Espíritos... – achava que era só lendas que ouvia nas rodas festivas há muito tempo, me alegra saber então que minha fé não foi em vão.

– Aceita que eu partilhe sua mente contigo e dê a ti meu poder? - ela falou e apenas ouvi. - Em favor, usará isso para nos glorificar... Para trazer a justiça a mim negada e o descanso que desejas banhado em bênçãos.

Sorri com a oportunidade e fazer isso me fez cair na neve sem forças e minha visão escureceu-se enevoada.

– Vou considerar isso um sim...



Quando me dei conta, estava de pé olhando uma parede, me assustei por isso e ouvi.

– Enfim acordou, estava usando seu corpo enquanto dormia se não se importa, tu teve boas memórias, lhe invejo. – me assustei e andei para trás.

– Onde você está? – perguntei alto, feliz por estar vivo, mas temeroso ao preço.

– Em você, meu caro Aryn, mas não se preocupe, apenas fiz o bem a você, lhe dei meios de sobreviver... – levantei as camadas de roupas com sangue congelado e vi do meu umbigo a base das costelas gelo no lugar.

– O que fez comigo? O que é isso?!

– Gelo Negro, gelo verdadeiro, chame como quiser, é quase impossível um mortal produzir, mas eu consigo, suas propriedades únicas lhe ajudarão a curar, e não se preocupe com fogo, esse gelo é inderretivel, devora o próprio gelo, queima a frio...

– Mas e meus órgãos?

– Está tudo sendo refeito por ti, o material só é provisório meu caro Aryn, peço que recomponha-se. Não lido bem com histeria, muito menos de um homem...

– É de meu corpo que falamos! Eh... – tentava relembrar seu nome e ela citou.

– Thereza...

– Thereza! Saia de mim já! – disse nervoso e bufando.

– Se fizer isso tu morrerás, entenda, somos um agora... Veja... – a minha frente numa das paredes o gelo se azulou e ficou liso como um espelho que veio a ser.

Me ver ali me trouxe pânico, além do buraco em mim coberto de gelo mágico estava pálido demais e quando toquei minha pele me senti frio como um cadáver, respirei fundo e organizei a mente, engoli seco e gelado, meus cabelos negros estavam como a neve e meus olhos azuis ganharam um brilho fantasmagórico, via bem mesmo naquela semi escuridão. E logo atrás de mim, vi surgir a figura feminina como uma mulher de armadura leve com panos rasgados saindo de si, um cabelo longo e garras nas manopla e ainda assim era muito bonita.

– Somos um... – repeti, começava a gostar de ideia e quem pagaria primeiro seria aquele Artral imbecil. Peguei minha espada cerrando os dentes.

– Com isso? Aquela fera é poderosa e você pelo visto inocente e compulsivo. – a olhei do meu lado. – Não me entenda mal, isso significa que tem coragem... Em respeito a isso lhe darei minha própria arma.

Olhei a lâmina velha e junto à bainha presa em mim por um cinto sujo, tirei ambas e as deixei ao pé do espelho de gelo, me virei sentindo um calafrio de ver, aquele rastro de sangue no chão frio e a estalagmite grande que tivera na ponta, minha sentença, aquela ponta de mais de um metro e meio rubra me dava ódio, pisei no pedaço de gelo com ira e a chutei sentindo uma pontada de dor ao me movimentar para isso, então ouvi novamente.

– Vingança e glória correrá por ela, minha foice... – a vi se projetar a minha frente, suas mãos sobrepõem as minhas, seus olhos brilhosos me fitavam, me incitavam a calma e com confiança se distanciou.

– Silêncio por gentileza. – ela soou fechando os olhos em seu brilho azulado que se clareou, apontou as mãos a um canto com um gesto, um chamado...

Vi numa das paredes o gelo se contorcer e trazer de seu interior uma arma tão bela que não há muitas palavras, a foice grande e poderosa foi expelida e ela a pegou, girou-a com leveza e passou a mão por ele todo, seu material negro como carvão reluzia sua forma, liso com desenhos semelhantes a raízes de uma árvore partindo de seu lado mais espesso até a ponta que ficava esbranquiçada, a lâmina me intrigava, ela tomou aquilo para si e a foice caiu no chão com a curvatura para cima e enterrou-se na neve que começava a ficar negra também.

– Me unirei a essa arma, Aryn, espero que como confiei em você meus poderes tu me honrarás com fidelidade... Habitarei parcialmente esta arma para que não sobrecarregue sua mente mortal com minha vasta consciência, mas estarei com você, uma ligação entre nós e esta arma... – concordei, se existe algo que prezo é honra, e coragem também... Ora o que é de um homem sem isso?

Sua forma flutuante se tornou dois globos azulados, e uma veio até mim entrando por minha roupa me arrepiando e me dando muito medo e logo a ouvi em minha mente, sua presença é uma vibração boa e relaxante. A outra esfera foi a lâmina e entrou nela, vi então surgir pelo cabo negro minimamente curvo para trás se abrir como garras, quatro filamentos curvos onde devia haver algo, tive medo de tocar a arma e ela me incentivou.

– Tu és feito do Norte agora... Pegue... – segurei relutante o cabo negro e senti um arrepio energético e o pulsar azulado da lâmina percorrer o corpo da arma, passar por meus dedos e parar no final onde uma luzinha branca e azulada do centro daquelas garras negras e curvas se formou.

– O que é isso?

– Puro gelo negro... O mais frio de todo o mundo... Só é danificado por magia de alto nível, e este espaço em seu cabo é onde canalizará minha magia bruta, tenha cuidado, ela sou eu e eu somos nós. – peguei-a com as duas mãos e me olhei.

– Pode fazer uma armadura sei lá? – disse feliz por ter ganhado tanto.

– Estou exaurida, este é o máximo que consegui produzir, Aryn... – dei de ombros, feliz ainda assim, a lâmina ao girá-la era muito leve e ágil como se eu estivesse treinando para isso a centenas de anos. – Mas... Acho que posso lhe ajudar, soube há muito tempo que houveram magos Nórdicos capazes de criar gelo negro, fizeram uma armadura completa há um rei mais antigo do que eu...

– Mas? – disse, olhando em volta e percebendo que fazendo isso a arma produzia neve que caia em poucos flocos negros que se tornavam brancos.

– Ela foi perdida há milênios junto à “Arte Verdadeira” como foi chamada, se pudermos obtê-la poderei aumentar meu poder, nosso poder! – eu sorri apertando a foice nas mãos vendo-a cintilar ao rugido do monstro lá fora ainda.

– Obrigado Thereza... Sou muito grato a você. – disse meio que para a arma e só recebi silêncio.

– Que seja... – ela falou, meio cansada. – Saiba que meu poder se molda a sua vontade, mas não abuse! Vou descansar em sua mente se não se importar.

– Mas é claro que não, fique a vontade. – sorri costumeiro como se ela fosse uma visitante de minha casa. Olhei acima e pensei em um jeito de subir, me sentindo vívido e poderoso.

Meu corpo parecia arder em frio com a raiva daquela criatura, fui a uma das paredes e coloquei a foice nas costas a atravessando por dentro de minha roupa esperando um frio forte, mas nada, me esqueci de meu ferimento, pois saltei, e lá aquela dor lancinante me vez quase cair, agarrei o gelo com as mãos nuas sentindo ele se esfarelar um pouco, forcei os dedos e olhei para cima vendo a abertura por onde cai há vários metros.

– Saltar não lhe trará sucesso Aryn, sugiro algo mais... Radical. – estranhei o conselho. – Temos o poder de melhorar seu corpo... Comigo... – olhei meus braços, não tenho músculos grandes, mas não são gravetos, pouco antes dos cotovelos os vi ganhando aquela cor azulada da Rainha Antiga suavemente.

Meus braços ficaram estranhos e dormentes, mas confiei nela, minhas mãos procuravam no que me segurar e quando já estava numa diagonal, as vi se tornarem como as dela,até meus pulsos como se os submergisse em tinta azul fluorescente. As pontas deles se afiaram como garras de falcões se curvando um pouco, me segurei só com um dos braços e com a mão esquerda levei os dedos ao teto da caverna ou sei lá como isso se chama, meus dedos entraram no gelo escuro pelas sombras como se fossem facas afiadas o iluminando com seu brilho espiritual, com todos eles dentro dali soltei a mão direita e me surpreendi ao me sustentar agora sem apoio nos pés como antes, motivado passei a repetir o movimento com um sorriso no rosto.

Minhas mãos passaram pelo buraco sentindo a neve mais fofa acima, para minha sorte, a beirada era forte, flexionei os braços com a respiração parada pelo esforço no tórax e levantei todo o meu tronco de uma só vez sentindo os músculos fazendo um trabalho enorme, o vento forte soprou meu cabelo o embaraçando sob meu rosto frio, fechei os olhos um pouco pelos detritos e neve que ele trazia, então ouvi novamente aquele rugido voraz de quem me fez tudo isso, e acho que devo agradecê-lo.

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Re: Os Reis Arcanos - Rei Lich - Capitulo 1

Mensagem por OtakuCraft em Qua Fev 01 2017, 10:27

*Limpando as teias de aranha, vejo uma atividade no local*

É o que? '-'

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Bem, parece interessante, espero que... bem... mano perdi minha criatividade para comentar. ;-; Eu quero comentar, eu quero fazer uma piada, mas não consigo e parece que o incentivo é baixo ;;-;;

Enfim, vou esperar por mais... -.-

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